Copom aumenta juros: negacionismo na economia

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Copom - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após seis anos sem aumento na taxa básica de juros da economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  surpreendeu o país ao elevar a Selic em 0,75 ponto percentual em plena crise. O valor da taxa de juros ficou em 2,75% ao ano.

O movimento é contrário ao que ocorre em instituições similares nos países desenvolvidos. Nos EUA e na Europa, por exemplo, as taxas de juros fixadas são negativas para incentivar a aplicação de recursos em atividades produtivas, principalmente em crises como a atual.

Na prática, a elevação do juros é a contrapartida para a política econômica do negacionismo do governo Bolsonaro. Assim como o governante, Paulo Guedes e a equipe econômica se recusam a admitir a gravidade da crise e a adotar medidas que nos outros países estão sendo praticadas há muito tempo. É preciso estabelecer medidas anticíclicas para evitar o aprofundamento da recessão. O estímulo público — por meio de créditos, financiamentos e também pela sinalização da taxa de juros — é vital para a recuperação econômica.

Aliada a essa atitude irresponsável que beneficia os bancos, a volta do auxílio emergencial no valor de R$150 é insuficiente para atender as necessidades das famílias em situação financeira vulnerável e tampouco garante a capacidade de consumo essencial para movimentar a economia.

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