A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

Urariano Mota

Jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”
Eu também já fui ladrão

Eu também já fui ladrão, confesso.

Eu e um amigo, a quem chamarei de Hermann, trabalhávamos em um banco privado. Começávamos o expediente às 7 da manhã, quando não mais cedo, e terminávamos por volta das 20 horas. Melhor dizendo: fazíamos um breve intervalo para o outro dia. Isso, é claro, quando não demonstrávamos maiores provas de amor ao ofício estendendo a jornada até as 22 horas.

Chico Buarque e a revolução portuguesa

Há pouco, me chegou a notícia de que, para muitos portugueses, Chico Buarque fala da revolução dos cravos na música Fado Tropical. No Brasil, no entanto, pensávamos até então que Chico Buarque compusera a bela homenagem ao abril em Portugal com a canção Tanto Mar. Mas o mais sensato a esta altura será dizer: a história continua, por mais que pensemos ter fechado seus significados.

Lula e a destruição de provas contra o PT

Em abril de 2006, em artigo sob o título de “A imprensa e Lula em 2106”, eu chamava a atenção para a dificuldade dos historiadores em conhecer o Brasil 100 anos depois:  

Gagárin e o Recife 

No dia 12 de Abril de 1961, o soviético Yuri Gagárin se tornou o primeiro homem a viajar no espaço. Distante da Guerra Fria, que hoje volta com o Pig Trump, o Museu do Ar e Espaço dos Estados Unidos relembrou na semana passada o herói russo: “Hoje em 1961: Yuri Gagárin se tornou o primeiro humano a voar pelo espaço ao dar uma volta ao redor da Terra”. Mas quase ninguém sabe que Yuri Gagárin passou em Pernambuco. Como explico a seguir, no trecho que copio do Dicionário Amoroso do Recife:

O homem Lula nesta sexta-feira santa

Vocês perdoem a tentativa desta homilia em plena sexta-feira santa. Perdoado, devo dizer:

Literatura para os imprescindíveis

Uma reportagem no Diário de Pernambuco, sob o título de “Projeto aproxima alunos da literatura pernambucana”, me acordou para uma experiência vivida em escola pública, na Escola Caio Pereira, no Alto José Bonifácio, no Recife.

O livro de Ñasaindy Barrett de Araújo, a filha de Soledad Barrett

Quando maio chegar, o Brasil vai conhecer a poesia da filha de Soledad Barrett, a guerrilheira assassinada no Recife sob a ditadura Médici. Lançado pela Editora Mondrongo, o livro de Ñasaindy Barrett de Araújo tem um nome que sugere a difícil luta da dignidade todos os dias: “Do que foi pra ser Agora”. Para ele, pude escrever a apresentação que divulgo a seguir.

Graciliano Ramos atualizado

No mais recente 20 de março, a lembrança do dia da morte de Graciliano Ramos deu margem à repetição de erros sobre o escritor na imprensa. Isso, claro, nos espaços mais cultos da mídia, porque no geral o escritor não foi sequer lembrado.

O cumprimento impossível dos Dez Mandamentos

Vinha eu posto em sossego no ônibus, quando meus olhos viram estas linhas escritas na parede de proteção do motorista:

Soledad Barrett reaparece em novo romance *

As recentes declaração de Michel Temer para o Dia Internacional da Mulher, quando o medíocre lançou coices na intenção de elogio, trazem à tona o nosso novo livro. Nele, Soledad Barrett ressurge entre os militantes socialistas do Recife, linda e terna. A seguir, divulgo algumas linhas sem as descobertas que narro sobre ela, entre os bravos de gerações do Recife.

Portela, o rio que não passa de Paulinho da Viola

Em tempos só de angústia, a melhor notícia da semana foi a vitória da escola de samba Portela no carnaval carioca. Devo dizer, o melhor da notícia foi a circunstância rara dessa vitória. A Portela venceu com a música “Foi um rio que passou em minha vida” de Paulinho Viola no enredo. E foi campeã, depois de 33 anos.

Uma noite de carnaval na ditadura *

 .

1 30 31 32 33 34 38