No momento em que escrevo essas linhas um grupo de estudantes ocupa a Escola Estadual Fernão Dias Paes, em São Paulo. O “Fernão”, como é conhecida no bairro, é uma das escolas programadas para ter o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) fechado a partir do ano que vem pelo governo do estado de São Paulo.
Por Diógenes Júnior, especial para o Portal Vermelho e Jornalistas Livres
Uma manifestação em defesa de investimentos em habitação popular e contra o projeto de reorganização das escolas estaduais ocorreu nesta terça-feira (10) na Avenida Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De acordo com a Companhia de Engenharia de tráfego (CET), a via, localizada na zona sul, foi fechada pelos manifestantes por volta das 11h45.
O governo do tucano Geraldo Alckmin de São Paulo segue os padrões históricos das gestões do PSDB: sucateamento do estado e manipulação da informação para favorecer os seus interesses.
A pretexto de preparar escolas para atender a “demandas específicas” conforme as faixas etárias, e em tese melhorar o ensino na rede pública, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), resolveu fechar 94 escolas em 36 municípios distribuídos pela Região Metropolitana, litoral e interior, e extinguir o ensino noturno, inclusive dedicado à suplência, no conjunto da rede. Isso sem consultar quaisquer setores da sociedade, apenas algumas diretorias de ensino.
Mais uma vez se equivando de assumir sua responsabilidade na grave crise hídrica que assola o Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) resolveu agora culpar a chuva pelos atrasos em uma obra contra a seca. Se antes ele apontava a falta de chuva como única causa do desabastecimento de água, agora ele diz que o excesso dela é que atrapalha a transposição de água da Represa Billings para o sistema Alto Tietê.
Além de tentar colocar em sigilo informações sobre segurança pública, transporte e abastecimento de água, o govenador tucano Geraldo Alckmin (PSDB) prepara outra série de ações que podem camulhar o esquema de fraudes de R$ 2,7 bilhões da máfia do ICMS de São Paulo. Isso porque com o arquivamento de apurações internas, mesmo com evidências de corrupção, podem ocorrer por meio do projeto de lei de autoria do governador que extingue a atual corregedoria.
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-secretário estadual de Cultura de São Paulo João Sayad por irregularidades na contratação, em 2009, do escritório de arquitetura Herzog & de Meuron Architekten AG, para a construção do Complexo Cultural da Luz. O escritório tem sede na Suíça.
Quase metade dos paulistanos reprova a maneira como o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) gerencia uma das piores crises hídricas enfrentadas pelo estado. Segundo pesquisa Datafolha divulgada no jornal Folha de S. Paulo desta quarta (4), 48% dos entrevistados consideram ruim ou péssima a gestão dos recursos hídricos pelo político tucano.
Temos dito, e reafirmamos, que esta verdadeira bagunça que o governo Alckmin está fazendo, com o fechamento de 94 escolas e mudanças em outras 752 unidades visa tão somente o corte de gastos, a "racionalização" administrativa e financeira, o "enxugamento" da máquina do Estado, enfim, a aplicação do receituário neoliberal do Estado mínimo, concepção sempre implementada pelo PSDB aos serviços públicos.
Por Bebel Noronha, presidente da Apeoesp
A mudança anunciada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo que culminará no fechamento de 94 escolas atingirá, em especial, as unidades que atendem jovens da periferia.
Em mais uma tentativa de desmascarar o plano de reestruturação da rede pública, proposto pelo governo Alckmin, que já encaminhou o fechamento de 94 escolas, entidades do movimento social convocaram uma manifestação nesta quinta-feira (29), na capital paulista. Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), 50 mil pessoas participaram do ato. A diretora do sindicado, Francisca Seixas, denuncia as reais intenções privatistas dos tucanos com o plano.
Por Laís Gouveia
Os professores paulistas aprovaram em assembleia no início da tarde desta quinta (29) uma série de mobilizações contra a reorganização escolar proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).