Para alcançar a meta fiscal de 2017, que prevê deficit de R$ 139 bilhões, o ministro provisório da Fazenda, Henrique Meirelles, espera aumentar em R$ 55 bilhões as receitas da União e evitar R$ 80 bilhões em despesas. Para isso, ele revelou a O Estado de São Paulo que tem três planos: a) cortar recursos para saúde e educação, b) privatizar empresas públicas e c) elevar tributos. Segundo ele, para atingir os números, "será preciso um esforço extraordinário" – do povo, é claro.
Há pouco tempo, escrevemos artigo no qual afirmávamos que o golpe ameaça desconstruir os legados sociais de Lula, Ulysses Guimarães e Getúlio Vargas. Estávamos enganados. O apetite reacionário e excludente dos golpistas vai além. Eles querem também acabar com o legado social da Princesa Isabel.
Num momento em que o país enfrenta uma taxa de desemprego de 11,2%, o presidente provisório Michel Temer pediu, nesta sexta-feira (8), a um grupo de empresários que deem preferência à contratação de pessoas formadas no exterior.
A renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados acirrou os ânimos dos congressistas e provocou um racha entre os partidos que compõe a base aliada do presidente em exercício Michel Temer.
A recuperação das exportações e, consequentemente, da indústria, pode estar em risco com a nova onda de valorização do real frente ao dólar. É o que alertam economistas e setores da indústria, críticos da política cambial aplicada no governo do presidente provisório Michel Temer.
O Programa Mais Médicos completou três anos, na última sexta-feira (8), sob ataque do governo provisório de Michel Temer.
Dentro dos desmanches das conquistas civilizatórias do Brasil desde a Constituição de 1988, destaca-se a atuação de José Serra, demolindo a histórica boa reputação brasileira nas relações exteriores.
Por Flávio Aguiar*
Na quinta-feira (7), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles anunciou a meta fiscal para 2017. Apesar do ajuste fiscal prometido, o déficit primário (diferença entre gastos e receitas, desconsiderando gastos com juros) previsto para 2017 é de R$ 139 bilhões. Para comparação: em 2014, o déficit foi de R$ 17 bilhões.
Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu que o governo implemente “mudanças duras”, como a reforma da previdência e alterações na legislação trabalhista. Citou como exemplo a França, dizendo que o país aprovou carga horária de até 80 horas semanais e de 12 horas diárias para empregados. Ao mesmo tempo, contudo, ele colocou-se contra o aumento de impostos. Em outras palavras, as medidas que propõe são amargas apenas para os trabalhadores.
De acordo com uma recente matéria divulgada pela imprensa[1], o atual Ministro da Saúde, Ricardo Barros, defende a implantação de um plano de saúde “popular”, onde os usuários teriam acesso a um conjunto menor de serviços de saúde ofertados pela cobertura mínima exigida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Seu baixo custo representaria uma melhora na sustentabilidade financeira do Sistema Único de Saúde.
Por Gustavo Bonin Gava*
Para a deputada federal e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, o governo provisório de Michel Temer é antinacional, antidemocrático e antipopular. Segundo ela, para se contrapor à gestão e barrar o golpe, é preciso mobilização, debate de ideias e construção política. Nesse sentido, aponta o plebiscito sobre a antecipação de eleições como uma alternativa para resgatar a soberania popular e dialogar com parcela da população que não aceita o impeachment, mas tem críticas a Dilma Rousseff.
"Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai não fica nada” (Ivan Lins / Vitor Martins).
Por André Tokarski*