"O Brasil deve atuar de forma a fortalecer a multipolaridade, sem hostilizar nenhum país. E buscar uma posição de equilíbrio nas relações internacionais".
"O governo do capitão marcou mais um gol contra com esse projeto.(…) Fica realmente muito difícil justificar esse tipo de tratamento privilegiado a uma elite das Forças Armadas, ao mesmo tempo em que pretende promove um verdadeiro esfacelamento dos demais regimes previdenciários existentes no País".
*Por Paulo Kliass*
Os soldos de generais do Exército, almirantes da Marinha e tenentes-brigadeiros, que têm valor básico de R$ 13.471, mais que dobrarão com a incorporação de três gratificações e chegarão a R$ 30.175,04, caso a proposta de reestruturação das carreiras enviada ao Congresso seja aprovada nos moldes apresentados.
O governo Bolsonaro já escolheu heróis e vilões no enredo que contará à população para tentar aprovar a reforma da Previdência. Na narrativa oficial, os militares são os “mocinhos” vulneráveis que precisam ser protegidos e poupados, merecendo, assim, regras à parte (prometidas para daqui a 30 dias).
Por André Cintra
Está na hora de falar português claro, com todas as letras: o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro já provou, apenas 45 dias após a sua posse, que não tem a menor condição de governar o país por quatro anos. O batalhão de generais que ele levou para o governo já sabe disso.
Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho
Ex-chanceler considera grave o país estar ao lado dos EUA diante de nações que eles têm como "inimigos". Objetivo do Comando Sul é assegurar a hegemonia americana sobre a América Latina e o Caribe.
Por Eduardo Maretti, da RBA
Não é mesmo, como parece, um simples jogo político combinado entre Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Já se fala, mas não se sabe como e por que o conflito começou.
Por Maurício Dias, na CartaCapital
Bastou um mês para que as pessoas mais avisadas percebessem que Jair Bolsonaro e seus aliados mais próximos não têm preparo nem estatura para governar um país com 210 milhões de habitantes, que está dividido e destruído moralmente, literalmente caindo aos pedaços.
Por José Luis Fiori*, no site do INEEP (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)
O professor Maurício Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, analisa o governo Bolsonaro e suas contradições internas, em particular a política externa. Segundo Santoro, há um entrechoque de ditas concepções antiglobalização do chanceler, de um nacionalismo dos militares que se altera e do ultraliberalismo do superministro da Fazenda, Paulo Guedes. Para o professor, confrontos e controvérsias deverão marcar a política externa do atual governo.