A presidenta Dilma Rousseff defendeu novamente a valorização dos professores para melhorar a educação no Brasil. Neste 15 de outubro, Dia do Professor, Dilma cumprimentou os profissionais e afirmou que sua missão "precisa ser valorizada por toda a sociedade, especialmente pelos governantes".
Nesta terça-feira (15) comemora-se o Dia do Professor. Mas a dimensão profissional tem sido pouco valorizada no país, seja no setor público ou no privado. Todos os anos, os educadores só conquistam algum ganho relativamente razoável promovendo grandes mobilizações e greves.
Na tarde da terça-feira (15), data em que o Brasil comemora mais um Dia dos Professores, a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) se soma à luta dos educadores em greve no estado para, em uníssono, reivindicar melhorias na educação. A manifestação acontece a partir das 17h, na Candelária, com concentração dos estudantes na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Rua Moncorvo Filho, 8, centro da cidade, a partir das 16h.
Pense em um profissional que passa parte da vida na corda bamba por ter de se desdobrar entre mais de um local de trabalho para driblar um salário indecente. No Brasil, muitos trabalhadores preenchem esse perfil, mas não têm como tarefa nem responsabilidade principal encher de (bons) conhecimentos, e sonhos, as mentes de milhões de crianças e adolescentes em formação.
Qualquer país que pretende se tornar uma nação forte, soberana e democrática deve tratar a educação como um setor estratégico. Mas um simples olhar ao nosso redor é suficiente para percebermos que aqueles que nos antecederam fizeram escolhas erradas.
Por Leci Brandão*, especial para o Vermelho
Por *Evaldo Lima
O deputado federal Chico Lopes (PCdoB) realiza nesta terça-feira, 15/10, pronunciamento especial, em homenagem ao Dia dos Professores. Com uma trajetória dedicada ao magistério e uma história política marcada pela defesa da educação, Chico Lopes avaliará avanços e desafios do setor.
O que leva o arco de forças que reúne Sergio Cabral, Eduardo Paes, seus secretários de Educação, respectivamente, Wilson Risolia e Claudia Costin, a acionar o uso ilegal do aparato policial para reprimir bestialmente trabalhadores da educação, em generosa luta em prol de uma carreira que valorize a dedicação ao fazer educacional, a qualificação e a progressão funcional ao longo da vida, possibilitando que o trabalho na escola pública seja um estimulante projeto de vida?
Por Roberto Leher*
Lista de aprovados está disponível no portal da instituição
Um grupo de professores municipais ocupa, desde a manhã dessa terça-feira (8), o plenário da Câmara de Vereadores de Goiânia. Em greve desde o último dia 24, os manifestantes ocuparam o local após os parlamentares rejeitarem uma emenda a um projeto de lei proposto pela prefeitura, que cria e estabelece regras para a concessão do auxílio-locomoção, substituindo a atual Gratificação de Difícil Acesso, que, segundo a prefeitura, foi questionada pelo Ministério Público.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) fez um discurso indignado sobre a violência contra os professores. Da tribuna, a deputada propôs uma campanha em favor da educação e contra a violência, que tem como primeira vítima a própria sociedade. Ele destacou que os educadores são vítimas do Estado, ao negar-lhes condições dignas de trabalho, e dos próprios alunos, citando o caso de quatro alunos de uma escola no Vale do Rio Doce, que tentaram envenenar a vice-diretora com o uso de chumbinho em alimento.
Em entrevista à Rádio Vermelho, Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), falou sobre as recentes manifestações de categorias importantes que estão em greve. "Não vai ser na base da porrada e da repressão aos movimentos sociais que vamos encontrar o caminho necessário para fazer com que o Brasil se fortaleça e se consolide como nação emergente e com capacidade de influenciar no curso da mudança política em todo o mundo", enfatizou.