Uma maioria de 89,4% dos sírios aprovou a nova Constituição, pedra angular para legitimar as reformas integrais que o governo do presidente Bashar al-Assad impulsiona.
China e Rússia reagiram, nesta segunda (27), às pressões internacionais para que mudem suas posturas em relação à Síria. O primeiro-ministro e candidato à presidência russa, Vladimir Putin, criticou o que chamou de atitude "cínica" do Ocidente sobre o tema.
Novas sanções contra a Síria foram aprovadas nesta segunda-feira (27) pela União Europeia, que busca pressionar o governo do presidente Bashar al-Assad e forçar sua saída. Desta vez, as sanções têm a intenção de congelar as contas do Banco Central da Síria e a maioria das transações com essa entidade, de acordo com comunicado divulgado pelo bloco.
Personalidades da vida política na Síria destacaram a celebração do referendo para uma nova constituição na qual muitos neste país depositaram suas esperanças.
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, fez neste domingo (26) um chamamento à guerra civil na Síria, ao sugerir que a população das duas maiores cidades da Síria, Damasco e Aleppo, se junte à luta dos bandos armados contra o governo do presidente Bashar Assad em Homs, a terceira maior cidade do país.
A Síria rechaçou e condenou "tudo o que se disse, decidiu e anunciou" em uma reunião que teve lugar na Tunísia, que descreveu como “encontro de inimigos”.
As urnas se abriram neste domingo (26) para 14 milhões e meio de sírios no referendo nacional que decidirá a sorte da nova Constituição, com a qual se prevê encaminhar o país pelo caminho do pluralismo e da democracia.
Em 2010, o FBI invadiu a casa de ativistas pela paz em vários estados e apreendeu bens pessoais, no que chamou (e tendo orquestrado falsos “grupos terroristas”) de investigação de “atividades relacionadas com o apoio ao terrorismo”.
Paul Craig Roberts*
Os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ajustam planos para uma intervenção militar contra a Síria, segundo denunciou nesta sexta-feira (24) a emissora de televisão Russia Today (RT).
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou nesta sexta-feira (24), em Istambul, que é necessário buscar uma alternativa pacífica para encerrar a crise na Síria e, não adotar meios militares para acabar com o impasse.
O embaixador da Rússia em Cuba, Mikhail Kaminin, ratificou nesta quinta-feira (23) em Havana o repúdio de seu governo à ingerência estrangeira nos assuntos internos do povo sírio.
Gostaria muito de tratar mais globalmente sobre a Revolução Árabe, iniciada há pouco mais de um ano. Poderia tratar do Egito e suas eleições, também ocorridas na Tunísia ou mesmo no Iêmen, cujo ditador acaba de cair e deve refugiar-se em alguma monarquia reacionária árabe ou mesmo nos EUA (seu vice assumiu, mas segue sendo ditadura). No entanto, a pauta segue sendo a Síria. Por isso, voltamos ao tema neste artigo.
Por Lejeune Mirhan*