A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na noite desta quinta-feira (16) a segunda resolução em que condena “violações de direitos humanos na Síria”. No documento, a ONU pede o fim das ações violentas no país e recomenda que o presidente sírio, Bashar Al Assad, deixe o governo. O Brasil apoiou a resolução. Governo sírio rechaça.
O Partido pelo Desenvolvimento Nacional da Síria converteu-se hoje na sexta organização política registrada formalmente, enquanto outras estão em processo de aprovação.
O presidente da Síria, Bashar al Assad, emitiu um decreto nesta quarta-feira (15) que fixa para o próximo dia 26 de fevereiro a realização de um plebiscito sobre a nova Constituição do país. A minuta do documento, segundo informações divulgadas pela TV oficial síria, limitaria o mandato do presidente da República a sete anos, sendo possível renová-lo por mais sete em caso de reeleição. A norma valeria a partir do próximo pleito.
A embaixadora do Brasil na ONU (Organização das Nações Unidas), Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse nesta terça-feira (14) que o governo brasileiro está preocupado com a situação na Síria. Em discurso na sessão da Assembleia Geral da ONU, ela classificou o cenário de violência no país como "extremamente grave".
Em pronunciamento feito esta semana, o Partido Comunista da Síria denuncia o papel do imperialismo nos conflitos que causam destruição e mortes no país, com o intuito de estabelecer um regime submisso aos interesses dos Estados Unidos e de seus satélites em lugar do governo de Bashar al-Assad.
Uma Kalashnikov era vendida no Iraque até recentemente por US$ 100. Agora, custa no mínimo US$ 1.000, mais provavelmente US$ 1.500 (longe vão os dias em que os sunitas que se uniam à resistência, em 2003, podiam comprar uma Kalashnikov falsa, fabricada na Romênia, por US$ 20).
Por Pepe Escobar*
O governo russo informou que estudará a proposta feita pela Liga Árabe de empregar uma força conjunta das Nações Unidas (ONU) e dos países da região para conservar a paz na Síria, mas disse que é necessário um cessar fogo antes de acatar à opção.
A Síria rejeitou nesse domingo (12) a decisão da Liga Árabe de pedir ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma missão de paz conjunta entre as duas organizações para pôr fim à violência no país. A decisão foi tomada em reunião de ministros das Relações Exteriores da liga no Cairo, a capital egípcia, uma semana depois que uma resolução do Conselho de Segurança foi vetada pela Rússia e pela China.
O governo sírio considera afirmou neste sábado (11) que é vítima de uma injusta campanha internacional lançada por países árabes e ocidentais, os quais acusou de serem cúmplices dos autores do duplo atentado de Aleppo, que na sexta-feira matou 28 pessoas.
Desde 2006, o governo dos Estados Unidos financia a oposição ao governo de Bashar al-Assad por meio de uma campanha denominada na época “Anunciando a Democracia Síria”. A revelação é de um telegrama de 27 de fevereiro de 2006, vazado pelo site Wikileaks em 30 de agosto de 2011.
A rede de televisão estatal da Síria afirmou nesta sexta-feira (10) que duas explosões contra prédios das forças de segurança deixaram dezenas de mortos na cidade de Aleppo, norte do país.
O chanceler do Líbano, Adnan Mansour, reiterou a posição de seu país de que o diálogo é a única via para resolver a crise na Síria e advertiu que toda intromissão estrangeira complicará ainda mais a situação.