Em entrevista à jornalista responsável pelo Portal Vermelho no estado do Ceará, Carolina Campos, a presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil do estado (CTB/CE), Marta Brandão, externou o descontentamento dos trabalhadores com a aprovação do PL 4330.
Por Joanne Mora e Carolina Campos, na Rádio Vermelho
A mobilização de rua tem interferido na votação, as posições começam a mudar, o adiamento da votação na noite de terça-feira (14) reflete isso e podemos barrar o 4330 se essa pressão de rua continuar. A avaliação foi feita pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) sobre o projeto de terceirização em votação na Câmara dos Deputados. A deputada Jô Moares (MG) endossa a avaliação do colega de bancada.
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, avalia que o Dia Nacional de Paralisações contra a Terceirização, que acontece nesta quarta-feira (15) em todo o país, é um passo importante no fortalecimento da luta em defesa dos direitos trabalhistas e pela continuidade do ciclo mudancista.
Esta quarta-feira (15) marca o dia nacional de paralisações contra a lei que regulamenta a terceirização irrestrita do trabalho. Servidores, bancários, operários de indústria e comerciários estão mobilizados e fazem paralisações totais ou parciais em diversos estados.
Convocados pelas centrais sindicais, centenas de trabalhadores foram às ruas de Maceió, na manhã de quarta-feira (15), dia nacional de paralisação, para protestar contra o PL 4330, que ataca a legitimidade do trabalho como um direito.
"Hoje 30% dos lares brasileiros são liderados exclusivamente por mulheres, responsáveis pela manutenção de suas famílias. Ainda, assim, elas recebem 80% do salário dos homens mesmo ocupando as mesmas funções. Com a regulamentação da terceirização, essas mulheres poderão ter salários ainda mais reduzidos, jornadas de trabalho ampliadas e o nível de vida precarizado", alerta a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite de quarta-feira (14), ser uma “questão de honra” não deixar aprovar a o Projeto de Lei 4330, que regulamenta a terceirização. A declaração foi feita durante a abertura do 9º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, em Guarulhos (SP).
O Plenário da Câmara dos Deputados retirou as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias da proposta que amplia a terceirização para todas as áreas das empresas (PL 4330/04). Entretanto, o projeto valerá para a iniciativa privada.
"Em uma análise fria e objetiva, o PL 4330/2004 é uma medida ilegal, imoral e inconstitucional", afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), durante pronunciamento, nesta terça-feira (14), ao criticar o projeto e apontar quis os perigos que ele representa para o mundo do trabalho.
Por Joanne Mota, na Rádio Vermelho
A audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), nesta segunda (13), para debater o Projeto de Lei 4330/04, que libera as terceirizações em todas as atividades das empresas, aprovado na semana passada pela Câmara e já considerado o mais duro ataque aos direitos trabalhistas da última década, deixou claro o completo descolamento entre o que quer e pensa o povo brasileiro e os parlamentares eleitos para representá-lo.
Nesta edição do programa Ponto de Vista, José Reinaldo Carvalho reflete sobre o ataque brutal sofrido pelos trabalhadores do Brasil com aprovação do famigerado Projeto de Lei 4330, que dispõe sobre a terceirização, que outra coisa não é senão a precarização do trabalho.