Governo turco proíbe atividade de advogados progressistas
Governo turco anunciou na tarde desta sexta-feira (11) uma proibição, pelo período de três meses, de todas as atividades da Associação de Advogados Progressistas, uma organização afiliada da Associação Internacional de Juristas Democratas (AIJD).
Publicado 11/11/2016 19:48
Eram 18 horas em Ancara (13 horas em Brasília) quando foi anunciada a proibição baseada no artigo 11 das leis de emergência. O ministro turco do Interior justificou o ataque referindo-se às atividades da Associação de Advogados Progressistas turcos como uma "ameaça à segurança nacional". Os escritórios da associação em Ancara e Bursa foram selados.
Na Conferência Internacional que decorre em Lisboa até amanhã, organizada pela Associação Portuguesa de Juristas Democratas (APJD) e pela Associação Internacional de Juristas Democratas (AIJD), foi lido e aprovado esta tarde um comunicado previsto para ser entregue no sábado na Embaixada da Turquia.
Os advogados "democráticos e defensores dos direitos humanos" que participam nesta conferência que celebra o 50.º aniversário dos pactos das Nações Unidas sobre os direitos humanos, condenam este novo ataque da administração Erdogan contra os seus opositores.
"Exigimos que esses ataques contra advogados críticos das políticas governamentais cessem imediatamente e que o estado de emergência seja imediatamente encerrado. Esta acção governamental é um pretexto para violações maciças dos direitos fundamentais do povo turco e seus representantes legais", lê-se no comunicado.