Colômbia vai às urnas entre continuidade de Petro e extrema direita
Iván Cepeda disputa neste domingo (21) segundo turno com de la Espriella em votação que definirá o futuro das reformas sociais, da política de paz e da soberania colombiana
Publicado 21/06/2026 10:06 | Editado 22/06/2026 12:04
A Colômbia vai às urnas neste domingo (21) para uma das eleições mais polarizadas de sua história recente. O segundo turno presidencial coloca frente a frente Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro, e Abelardo de la Espriella, representante da extrema direita que recebeu apoio público de Donald Trump.
A disputa é vista como um referendo sobre os quatro anos do primeiro governo de esquerda da história do país.
De um lado, Cepeda defende a continuidade das reformas sociais, da política de paz e da ampliação dos direitos. Do outro, de la Espriella promete reduzir o tamanho do Estado, endurecer a política de segurança e reaproximar Bogotá de Washington.
A campanha chega à reta final em cenário de forte polarização. No primeiro turno, realizado em 31 de maio, Abelardo de la Espriella terminou na liderança com 43,3% dos votos válidos, enquanto Iván Cepeda obteve 40,5%, uma diferença de cerca de 662 mil votos.
Desde então, as campanhas concentram esforços na disputa pelos eleitores indecisos e pelos milhões de colombianos que se abstiveram de votar.
A disputa ganhou novos contornos após o primeiro turno. De la Espriella recebeu o apoio da ex-candidata Paloma Valencia, do ex-presidente Álvaro Uribe e de praticamente todo o campo conservador colombiano.
Cepeda, por sua vez, ampliou alianças com setores de centro, movimentos sociais, organizações indígenas, sindicatos e parte das forças que apoiam o governo Petro.
A eleição também ocorre após semanas de tensão diplomática. Donald Trump declarou apoio público ao candidato da extrema direita, movimento que provocou críticas de setores políticos colombianos e reforçou o debate sobre a influência de Washington na disputa presidencial.