“O Green Kariri está enraizado na cultura e na afetividade do Cariri. Queremos traduzir o ativismo global para a realidade do nosso bioma”, destaca Emmanuela Leite, idealizadora do Coletivo
. Quando entrares, olha para os lados, tranca a porta e só a abras no dia seguinte. Quando os galos cantarem, cante com eles.
O vento revolta as águas e faz barulho; o mar não canta.
Deixou duas xícaras de barro em cima da mesa para lembrar do sabor da poesia
Aqui, as segundas são dias de fazer feira. Ele faz, depois vem pra cá, com sua sacolinha e seus olhos de céu e mar.
A história são recortes do tempo em que a amnésia é sepultada. Nada morre por completo.
Maria da Dores, trinta e quatro anos, com desgaste de cinquenta. Prefira ser chamada Dorinha. Mora na rua, dormitório coberto pelo céu.
“As laranjas mais lisas, sem a pele mondrugosa, são as melhores”, ensinava vó.
“Não é esse aquele lugar onde tercei minhas primeiras armas, roubando livros e quebrando janelas destinadas à alegria da luz?”
Entre fantasias de poder e misticismo, a infância sonha ser ninja e bruxo — numa busca por proteção, magia e formas de reinventar a dureza da vida.
“Na vida, juntamos pedaços de acontecimentos e de coisas. As cartas são coisas e acontecimentos que atravessam o mundo e nossas paredes.”
Um diário inquieto que mistura memória, dor, amor e indignação, buscando na escrita as peças que faltam para entender a si mesmo e o mundo ao redor.