Um dos artistas mais completos do Brasil, Wagner Moura, premiado pelos filmes Tropa de Elite (2007), Carandiru (2004), Vips (2011) e reconhecido internacionalmente pelo papel de Pablo Escobar na série Narcos (2016), desqualifica, com maestria, o ataque sofrido por ele, em propaganda originada pelo governo Temer. A opinião foi publicada na Folha de S.Paulo nesta terça-feira (21).
Artistas, personalidades e intelectuais brasileiros como Caetano Veloso, Tom Zé, Luís Fernando Veríssimo, Sonia Braga, Wagner Moura, Otto, Xico Sá, Anna Muylaert, Nana Caymmi, entre outros nomes integram a lista que pede o respeito dos limites impostos pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em relação ao arranha-céu La Vue no Porto da Barra, no centro histórico e ambiental de Salvador.
Os desenhos, capas de disco, jornais e revistas, os cenários para teatro, os troféus de Elifas Andreato são um comentário artístico e comovente da história brasileira das últimas décadas. Entre crianças, estrelas e esperanças há também o registro de atrocidades como o Livro Negro da Ditadura Militar. O artista, que completou 70 anos de idade e 50 de carreira neste ano, revolucionou a forma de fazer capas de discos no Brasil.
Por José Carlos Ruy
Braço forte da resistência ao golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff, o setor da cultura continua a se manifestar contra o governo de Michel Temer. Nesta segunda (5), a coletiva de imprensa da 32ª Bienal de São Paulo foi palco de mais um protesto. Um grupo de artistas tomou conta do salão principal, aos gritos de “Fora Temer” e vestindo camisetas contrárias ao presidente e em defesa de eleições diretas.
A atriz global Leandra Leal, que atualmente integra o elenco da série Justiça, da Rede Globo, usou sua conta pessoal no Twitter para rechaçar o golpe de Estado consolidado neta terça-feira (31) contra Dilma Rousseff.
Um grupo de artistas e intelectuais estrangeiros divulgou um manifesto em apoio à presidenta eleita Dilma Rousseff, contra o processo fraudulento de impeachment contra ela no Senado e pela democracia no Brasil. No texto, personalidades como o cineasta Oliver Stone (Platoon), a atriz Susan Sarandon (Thelma & Louise) e o ator Viggo Mortensen (Senhor dos Anéis), Danny Glover (ator) e Noam Chomsky (linguista) reforçam a denúncia internacional do ataque à democracia brasileira.
Um grupo formado por intelectuais e importantes artistas da cultura brasileira criaram uma campanha a fim de arrecadar fundos para dois grandes espetáculos em defesa da democracia.
A tentativa de aniquilar o Ministério da Cultura, os expurgos na Empresa Brasil de Comunicação e as intervenções do governo interino em órgãos científicos são reflexos administrativos de um fenômeno mais amplo. Seja por ações judiciais, seja em textos na mídia tradicional e na internet, multiplicam-se investidas cerceadoras ou difamatórias contra acadêmicos, artistas e jornalistas considerados “de esquerda”.
Por Guilherme Scalzilli*
"O que queremos é construir um país junto com a saúde, junto com a educação mas dentro de um governo legítimo. Nós não reconhecemos esse governo", disse a atriz, Marieta Severo, que também se juntou ao Ocupa MinC RJ, que luta contra a extinção do Ministério da Cultura e o governo ilegítimo de Michel Temer.
A atriz Letícia Sabatella, ativista na defesa da democracia, desde que assumiu este posicionamento nas redes sociais vêm sofrendo inúmeros ataques e agressões de internautas, não só em sua página no Facebook, mas agora pela própria imprensa conservadora que manipula suas palavras para dar incitar à intolerância e o ódio.
A atriz brasileira Letícia Sabatella e a juíza Kenarik Boujikian Felippe, do Tribunal de Justiça de São Paulo, encontraram o papa Francisco nesta segunda-feira (9) para falar da atual situação do Brasil. O encontro ocorreu na Casa Santa Marta, residência do sumo pontífice, e durou cerca de 45 minutos. Elas falaram português e o papa conversou em espanhol.
O ato de artistas, intelectuais e movimentos contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na noite desta segunda-feira (11), na Lapa, foi marcado pela amplitude e pluralidade. Em comum, entre as mais de 50 mil pessoas que lotaram a Fundição Progresso e acompanharam o evento, que terminou se estendendo aos Arcos da Lapa, havia a disposição de defender a democracia e dizer não ao golpe em curso. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da manifestação.