Em vez de investigar Polícia Federal, a Lei é Para Todos, filme com patrocinadores clandestinos que custou R$ 15 milhões, a Lava Jato decidiu investigar o filme Lula, o filho do Brasil, lançado em 2010, que conta a trajetória de vida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dois milhões de trabalhadores têm sentido na pele as consequências do processo de desmonte da indústria nacional. Valtenir Oliveira dos Santos faz parte desta estatística. O lixador industrial trabalhou no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, e há um ano e meio foi demitido do emprego.
Petroleiros e movimentos sociais realizam na manhã desta sexta (8), ato em frente à Petrobras, no Rio de Janeiro, onde a alta direção da empresa homenageia o juiz federal Sérgio Moro. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos denunciam o desmonte que a Lava Jato causou à indústria de óleo e gás, um dos setores mais importantes da economia do país.
Em uma entrevista histórica, o vice-almirante da Marinha, Othon Luiz Pinheiro da Silva, fala sobre os abusos de sua prisão na Lava Jato, por quase dois anos, e sua condenação a 43 anos de prisão.
O diretor jurídico do BNDES, Marcelo de Siqueira Freitas, fez o mais duro relato sobre o impacto da Lava Jato no setor de infraestrutura. Segundo ele, projetos ligados a empresas como Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC e Camargo Corrêa terão que ser vendidos – ou as empresas irão à falência.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta terça-feira (7), o ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, afirmou que foi preso e condenado pela Lava Jato sob os auspícios de "interesses internacionais".
A recuperação do país passa pela retomada da indústria, comprometida por gestões econômicas e, mais recentemente, por decisões da Operação Lava Jato, segundo avaliação do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que participou de debate na tarde desta segunda-feira (23) na sede do Dieese, em São Paulo.
Fábio Konder Comparato vê bloqueio de bens de Dilma pelo TCU como outro episódio que mira membros do PT para afastá-los do poder e favorecer os Estados Unidos. Para Eugênio Aragão, novo ultimato de Sérgio Moro a Lula reafirma que juiz age como promotor, e não magistrado.
A morte de Cancellier é um grito, intenso, estrondoso, desesperado, que clama atenção dos ouvidos moucos da sociedade brasileira, que padece profundamente apática, inerte, impassível. É um ato violento, um soco na boca do estômago, contra nossa cotidiana tentativa de fuga da realidade, de dissimular uma normalidade democrática. A morte nos encara, nos acolhe, e grita: Acordem!! Vivemos tempos nefastos!
Phillipe Pessoa*
“Nós, da área jurídica, percebemos vários abusos. Quando a arma é poderosa, muitas vezes o indivíduo a maneja mal, utiliza em excesso. E isso pode virar uma ação ilícita, arbitrária. Em alguns casos, policiais, procuradores e magistrados estão extrapolando os seus mandatos constitucionais, animados com o poder que têm”, referiu-se à operação Lava Jato o juiz Roberto Caldas, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
A crise que assola nosso país só poderá ser enfrentada e soluções verdadeiras só virão a partir do momento em que assumir a Presidência da República uma pessoa eleita pelo povo. A população não aceita que seus problemas sejam tratados por um governo ilegítimo, que chegou ao Poder através de um golpe e que é corrupto. O caminho da eleição é incontornável para a retomada da normalidade institucional em nosso país.
Na estratégia de manter a polêmica por meio da mídia sobre os recibos apresentados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comprovam o pagamento do aluguel do apartamento em São Bernardo, a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná afirmou ao juiz federal Sérgio Moro que tais documentos são "ideologicamente falsos".