Brasil

9 de novembro de 2017 - 18h06

79% não votarão em deputados que aprovaram "reforma" trabalhista

Reprodução do site da FNP
   

Oito em cada dez brasileiros não votarão em deputados que aprovaram a "reforma" trabalhista – a Lei nº 13.467/2017, que entra em vigor neste sábado (11). Segundo pesquisa feita a pedido da CUT pelo instituto Vox Populi, 79% dos entrevistados manifestaram rejeição aos parlamentares que apoiaram a nova lei.

O maior contingente de eleitores insatisfeitos com a "reforma" – segundo a CUT, bancada por entidades empresariais –, está na Região Sudeste (86%). A região que reúne os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo tem 43% do eleitorado do país.

No Nordeste (27% do eleitorado), o percentual dos que rejeitam os deputados que votaram contra os trabalhadores é de 82%. No Centro-Oeste/Norte (menor colégio eleitoral, com 14% dos votos do país), a recusa a reeleger esses parlamentares alcança 76%. E é de 55% no Sul, onde estão 16% dos votantes do Brasil.

“A grande maioria dos parlamentares está no Congresso Nacional para defender os próprios interesses e não os direitos dos trabalhadores”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. “É claro que não estão lá para defender trabalhadores, mas exageram tanto no ataque aos direitos sociais e trabalhistas que correm o risco de não conseguirem se reeleger”, afirma.

Os dados da nova rodada da pesquisa CUT-Vox Populi mostram que a rejeição a quem votou contra o trabalhador atinge todas as regiões do país, todas as faixas etárias, de renda e escolaridade.

Segundo a sondagem, 67% afirmam que a "reforma" trabalhista favorece apenas os patrões. Para 15%, a nova lei não é boa para ninguém.

A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada em 118 municípios e ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos de idade, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, em todos os segmentos sociais e econômicos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.


 Fonte: RBA

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