Sem categoria

MPF vai investigar ameaças contra Dilma por usuários do Twitter

As ameaças de morte feitas por usuários do Twitter contra a presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia de posse no sábado (1º), serão investigadas pelo Ministério Público Federal. O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) em entrevista à Rede Brasil Atual afirmou que enviou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de abertura de investigação para que a denúncia seja apurada.

Segundo o deputado, as informações foram passadas também ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se prontificou em levar o caso adiante e confirmou a abertura da investigação. "Se o Ministério Público julgar necessário, a Polícia Federal também ajudará nas investigações", afirmou o deputado. Segundo a constituição brasileira, incitação à violência é considerada crime.

Em trocas de mensagens no Twitter, alguns usuários pediam que um atirador de elite se prontificasse para "atirar" e "matar a presidente" durante o desfile em carro aberto até o Palácio do Planalto, durante a posse.

Alguns do usuários do microblogue ao fazer a "sugestão" comparavam o fato ao atentado em que o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy foi assassinado em 1963, durante o desfile, com um tiro na cabeça.

Durante a transmissão da posse da presidente Dilma Roussef, alguns usuários do Twitter incitavam o crime com afirmações como: "Algum atirador de elite está on-line?? Só avisando que daqui a pouco a Dilma vai desfilar em carro aberto… só um aviso… nada de mais…". E "Tem algum atirador disposto a dar um tiro na cabeça de Dilma quando ela estiver subindo a rampa do planalto?".

Ataques contra sites do governo também serão investigados

Em outra frente de investigação, a Polícia Federal (PF) vai abrir um inquérito para apurar os ataques cometidos contra os sites da Presidência e do governo federal no domingo. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) começou a enviar documentos com informações sobre os ataques. O objetivo será identificar autores das invasões.

O grupo que assumiu a autoria, Fatal Error Crew, postou uma mensagem no microblog Twitter que dizia "site da Presidência sofre ataque de negação de serviço desde o inicio da madrugada". Mais tarde, um novo post dizia "depois de tirarmos do ar o site da Presidência. Agora é a vez do www.brasil.gov.br ddos on!".

O Serpro conseguiu resolver o problema ainda no domingo e afirmou que medidas de segurança para evitar novos ataques já foram tomadas. O grupo, que não comentou as motivações das ofensivas, afirmou no Twitter que empregou uma negação de serviço, chamada DDOS, para impedir o acesso aos sites. Segundo a assessoria da Presidência, os ataques de navegação consistem em uma programação de acessos simultâneos às páginas milhares de vezes, sobrecarregando o serviço.

Com informações do Terra e da Rede Brasil Atual