Perpétua visita desabrigados e propõe ações educativas
Deputada interage com interneutas via redes sociais e narra situações preocupantes que impõem risco à saúde das famílias. Ela sugere mais atenção do poder público em defesa do Rio Acre e mais conscientização das famílias expostas a doenças.
Publicado 04/04/2011 13:43 | Editado 04/03/2020 16:10
Pelo caminho, a deputada encontrou grupos de militares do Corpo de Bombeiros e se atualizou sobre os números parciais da enchente. Naquele momento, por volta do meio-dia, 36 famílias já estavam desabrigadas. Perpétua conversou com várias pessoas, muitas das quais ainda relutantes em deixar as suas casas e outras dispostas a atender à orientação da Defesa Civil para irem ao abrigo público ou, caso queiram, procurar guarida na casa de parentes até que as águas baixem. "Obrigado pela solidariedade", respondeu seu Maximiliano Roque, ao acenar à deputada do assoalho de sua residência já encoberto pela água.
"Há uma satisfação de todos com o trabalho da Defesa Civil. Obviamente, ninguém gostaria de estar passando por este sufoco novamente. Mas vejo que a ação da prefeitura, em parceria com o estado, é bastante firme e rápida neste caso. Vamos torcer para que o nível das águas baixe e tudo volte à normalidade nas próximas horas", disse a deputada, que, no lançamento da Campanha da Fraternidade, há duas semanas, chamou a atenção do poder público para priorizar, no Acre, um planejamento capaz de salvar a principal fonte de água do estado.
Saúde pública e meio ambiente
Perpétua Almeida fez uma série de alertas no decorrer da visita, especialmente quanto ao risco à saúde das famílias que habitam a parte mais baixa da capital. "O que vejo aqui reforça a necessidade de uma campanha urgente de conscientização", afirmou em seu perfil no Twitter, referindo-se ao acúmulo de entulhos e garrafas peti. Ao postar fotografias em tempo real nas redes sociais, a deputada se disse preocupada com o risco de acidentes a crianças e o descuido de algumas mães ao permitirem que seus filhos pequenos tomem banho nas águas sujas. Para ela, uma ação de governo deve ser pensada logo para evitar que o entorno de Rio Branco fique ilhado por causa da obstrução de bueiros, como ocorreu durante a última chuva forte que caiu sobre Rio Branco.