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Candidatos ao governo de Buenos Aires encerram campanha

A maioria dos 13 candidatos a chefe de governo de Buenos Aires encerrará, nesta quinta-feira (07), suas campanhas com vista às eleições do próximo domingo (10), que elegerão os ocupantes de 147 cargos.

Para encerrar a coleta de votos, os candidatos recorrerão às mais diversas variantes: o atual mandatário, Mauricio Macri, que busca a reeleição, vai percorrer vários bairros da cidade e ratificará os dez compromissos que pretende cumprir se conquistar um segundo mandato.

Daniel Filmus, da Frente para a Vitória, irá participar de três atos simultaneamente, utilizando para isso um sistema de teleconferência. Já Fernando "Pino" Solanas (Projeto Sul) vai liderar uma carreata pela cidade. A legisladora nacional da União Cívica Radical (UCR), Silvana Giudici, terminará sua campanha com um comício no Comitê Capital desta força. E Jorge Telerman, da Frente Progressista por Buenos Aires, disputará uma partida de futebol na Praça de Maio.

Ricardo López Murhpy, candidato do Partido Autonomista, preferiu manter o último contato com seis potenciais eleitores em uma caminhada ao longo da Avenida Santa Fé, enquanto Myriam Bergman (Frente de Esquerda) irá realizar o seu último comício em frente à Assembléia Legislativa de Buenos Aires.

Com exceção de Macri, todos esses candidatos participaram, na noite passada, do debate "Propostas para a cidade", organizado pela Universidade de Buenos Aires.

"Não pode haver mais quatro anos de ausência de Estado na capital", disse em seu último discurso o senador Filmus, que considerou que as questões que mais afetam a Buenos Aires devem ser tratadas "em uma escala metropolitana."

Solanas, por sua vez, ressaltou que, além de caos no trânsito de veículos na cidade, tem aumentado a insegurança e o que ele chamou de "crimes pesados": o tráfico de drogas, tráfico de seres humanos e roubo de carros.

Enquanto isso, Telerman se comprometeu a construir 10 mil casas por ano, se vencer as eleições; e Giudici defendeu o fortalecimento da participação do cidadão na tomada de decisões, "algo que Macri quis desarticular."

Bergman instou a colocar sob o controle de seus empregados a empresa privada de metrô e prometeu que, se for vitoriosa nas eleições, vai impulsionar a jornada de trabalho de seis horas para todos os trabalhadores do transporte público.

Para a votação de 10 de julho estão habilitadas mais de dois 2,4 milhões de pessoas (incluindo cerca de 12 mil estrangeiros) que elegerão o chefe e o vice chefe do governo, 30 deputados e 10 suplentes, e os 105 membros de Conselhos da Comunidade.

Fonte: Prensa Latina