Coreia do Norte exige fim de ações militares de Seul e EUA
A Coreia do Norte cobrou, nesta segunda-feira (08), o fim das manobras militares conjuntas anuais de Coreia do Sul e Estados Unidos, que devem acontecer ainda em agosto, caso desejem a retomada das relações e o fim do programa nuclear na península coreana.
Publicado 08/08/2011 09:23
"Os exercícios militares são uma guerra de agressão contra o Norte e incluem manobras de guerra nuclear", afirma o Exército norte-coreano em uma carta aberta publicada pela agência oficial do regime de Pyongyang, KCNA.
"Seul e Washington deveriam demonstrar ao mundo sua vontade de acabar com programa nuclear na península anulando estas operações", acrescenta o texto.
Os dois países aliados qualificam as manobras conjuntas – que este ano começarão em 16 de agosto com o nome de "Freedom Guardian" ("Guardião da Liberdade") – de exercícios habituais de defesa, mas Pyongyang alega que são uma preparação para uma invasão ao norte da península.
Neste fim de semana, a República Popular e Democrática da Coreia (RPDC) expressou sua disposição em retomar o diálogo para uma paz estável na península. A decisão foi anunciada pela Agência Central de Notícias (ACNC), que divulgou uma entrevista com vice-chanceler, Kim Ge Gwan, que participou recentemente em Nova York uma reunião com representantes dos Estados Unidos sobre esse e outros temas.
Ge Gwan disse que as conversas se desenvolveram "em um ambiente construtivo" e foram abordaram aspectos como as negociações a seis partes para a desnuclearização na região, entre outros.
O dirigente norte-coreano precisou que esse diálogo, sem condições prévias, deve basear-se na Declaração conjunta hexapartite emitida em 19 de setembro de 2005 entre as duas Coreias, Estados Unidos, Rússia, China e Japão.
Com agências