Unesco: silenciar mídia não acaba com guerra
A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, condenou nesta segunda (8) os ataques da OTAN contra instalações da TV estatal da Líbia, ocorridos em 30 de julho, e também lamentou a morte de três funcionários.
Publicado 08/08/2011 15:55
O enérgico comunicado foi emitido da sede central da Unesco, em Paris. Bokova qualificou de inaceitável a ação militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e seus aliados.
Recordou que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) é a única entidade da ONU com mandato para defender a liberdade de expressão e de imprensa, mencionando que 21 pessoas foram feriadas no bombardeio.
“Condeno o ataque da OTAN contra a rede Al-Jamahiriya e suas instalações. Os meios de informação e suas sedes não podem ser alvo de ações militares”, ressaltou.
A resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas repudia os atos de violência contra jornalistas e profissionais dos meios de comunicação em situações de conflito, acrescentou.
Bokova afirmou que o ataque da OTAN contraria também os princípios de Genebra, que estabelecem o estatuto civil de meios de comunicação em tempos de guerra, inclusive quando fazem trabalhos propagandísticos.
No mesmo comunicado, a Unesco rebateu o ponto de vista da OTAN, que justificou que o ataque teria amparo na resolução do Conselho das Nações Unidas número 1973 de 2011.
Fonte: Prensa Latina