CTB: Discurso da austeridade pode sair caro para o trabalhador

"Discurso da austeridade monetária pode sair caro para o trabalhador", afirmou o presidente Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, em seu perfil na rede social Facebook, sobre o anúncio d governo, relizado nesta segunda-feira (29), que redefine os critérios para concessão de benefícios.  

CTB condena prejuízos de fator previdenciário ao trabalhador - Portal CTB

De acordo com a liderança classista "o governo aperta o cinto dos mais penalizados, e a pauta unitária das Centrais, como redução da jornada, fim do famigerado Fator continuam na gaveta".

Acompanhe a íntegra:

Discurso da austeridade monetária pode sair caro para o trabalhador

Com o intuito de garantir as metas fiscais o governo adotou medidas amargas contra a classe trabalhadora. No encontro agendado de ultima hora para ontem (29), que contou com a presença dos Ministros Mercadante, Berzoine e Manoel Dias foram anunciadas medidas tomadas pelo governo através de MP que em parte rompem com a afirmação da presidenta Dilma de que não alteraria a legislação trabalhista nem que a "vaca tussa".

Para os representantes, que somente foram informados das mudanças e ficaram de receber a proposta do governo por email, a reunião não atendeu as expectativas, pois tudo que reivindicamos, diferente da celeridade que tem encontrado a pauta patronal, com incentivos, desoneraçoes, o governo aperta o cinto dos mais penalizados, e a pauta unitária das Centrais, como redução da jornada, fim do famigerado Fator continuam na gaveta.

O governo já de um bom tempo reclamava de que não era possível pagar mais seguro-desemprego do que Bolsa Família, entretanto nunca se buscou efetivar um Sistema Público Nacional de Emprego, que salvaguardasse os pressupostos de um trabalho decente com remuneração digna, saúde e segurança e equidade.

Nem tao pouco se buscou uma reestruturação no MTE que potencialize a fiscalização e os mecanismo de controle, é um erro achar que o problema está localizado no trabalhador. Com as medidas adotadas que alteram regras no seguro desemprego, abono salarial, auxílio doença entre outros o governo pretende poupar 18 BI, e o que mais grave é o fato do governo manter ainda um elevado Superávit primário e uma política de juros altos.

Ressalto ainda, que diante das suas afirmações de que está adotando normas internacionais, não haveria melhor momento para se regulamentar a Convenção 158 da OIT e acabar com essa descalabro da chamada demissão imotivada. É inconcebível que um pais que gera tantos empregos se pratique uma elevada rotatividade da mao de obra.
O governo assumiu compromisso do dialogo permanente e agendou uma nova reunião para 3a semana de janeiro, vamos questionar as medidas e ratificar nossa posição, nenhum direito a menos.
Vamos à luta!