Mulheres defendem direitos e democracia em atos pelo Brasil
A defesa da democracia e contra o golpe, o Fora Cunha e protestos contra a Samarco dominaram as manifestações desta terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Milhares de mulheres protestaram contra o conservadorismo nas cidades de Fortaleza, Curitiba, Belém, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte. Na capital paulista, as faixas, bandeira e cartazes também condenaram o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e a perseguição ao ex-presidente Lula.
Publicado 08/03/2016 21:19
Puxando o coro “se a mulher se unir o Eduardo Cunha vai cair”, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RJ) que simboliza o ataque aos direitos sociais, as mulheres saíram em caminhada em uma das pistas da Rua Augusta até a Praça da República.

“Hoje é um dia de Luta das Mulheres por Igualdade. Um dia de lutar contra o golpe que está em curso. Esse golpe significa uma avalanche de retrocessos para todas as pessoas, mas principalmente para as mulheres”, afirmou Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Fortaleza
Brasil!” foi a palavra de ordem entoada pelas
mulheres em Fortaleza. Ao final do depoimento à Polícia Federal, para o qual foi levado a força, o ex-presidente Lula fez a comparação dizendo que se pensaram que golpearam a “jararaca” estavam enganados.
“Eu vim aqui contra o Cunha, ele fere muito os nossos direitos lá. Se precisar, vou vir pra rua sempre contra o que afeta os nossos direitos”, afirmou Maria da Consolação, do movimento Quilombola.Vitória
Belém
No Pará, partidos políticos, movimentos sociais e centrais de trabalhadores fizeram a concentração do ato no Centro Arquitetônico de Nazaré. As faixas protestavam contra o golpe e contra o projeto de terceirização em trâmite no Congresso. Eduardo Cunha foi estampado como inimigo público das mulheres, trabalhadores e da democracia.