Trabalhadores gaúchos se unem contra a Reforma da Previdência

Em muitas cidades do interior e na capital gaúcha, Porto Alegre, os trabalhadores se unem no dia nacional de lutas contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Diversas categorias se mobilizam em todo o estado, entre elas, professores, metalúrgicos e policiais civis.

Manifestação em Caxias do Sul - Milene Rostirolla / Cuca da UNE

Em Porto Alegre a mobilização que começou às 17 horas já reúne milhares de pessoas na região central. As mulheres se organizam em um bloco para repudiar a reforma proposta pelo presidente Michel Temer que atingirá principalmente este grupo.

“Essa reforma apresentada pelo Temer é um ataque às mulheres. Pesquisas indicam que as mulheres – seja no cuidado da casa e dos filhos – possuem em média 6 anos a mais que os homens de trabalho. Temer quer igualar o tempo de aposentadoria entre homens e mulheres”, denunciam as organizadoras. O bloco das mulheres integra o ato unificado contra a Reforma da Previdência.

Na região metropolitana de Porto Alegre e em outras cidades do interior, os policiais civis, federais e rodoviários, além de outros agentes da segurança pública, paralisaram as atividades pela manhã.


Paralisação de policiais civis, federais e rodoviários 


Já em Caxias do Sul, onde o sindicato dos metalúrgicos protagoniza lutas históricas, a manifestação começou de manhã cedo. Operários, estudantes e professores ocuparam a praça central do município pra protestar contra as reformas do governo federal.

Parte dos trabalhadores das fábricas conseguiram paralisar totalmente as atividades durante uma hora e meia. O presidente em do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, convocou a categoria para a luta: “só temos uma bandeira para defender: a dos nossos direitos. Temos que nos unir e fazer a nossa luta. Como está escrito nas camisetas, “não é reforma, é o fim”.