Centrais cobram ações do governo para combater impactos do coronavírus

CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CGTB, CSB, CSP – Conlutas e Intersindical se uniram na “defesa de ações coletivas de prevenção” à pandemia

As centrais sindicais estão numa luta atípica. Desta vez, CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CGTB, CSB, CSP – Conlutas e Intersindical se uniram na “defesa de ações coletivas de prevenção” ao coronavírus, bem como aos “impactos sociais e econômico” da pandemia. Lideranças das entidades se reuniram nesta quinta-feira (12), em São Paulo, para tratar do tema.

Em nota pública divulgada após a reunião, as centrais cobraram ações do “Estado brasileiro, em seus três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Entre as propostas do movimento sindical, está a suspensão das discussões de medidas contrárias aos trabalhadores no Congresso Nacional, como a Medida Provisória 905/2019 – a MP da Carteira Verde-Amarela.

O texto também informa que as centrais voltarão a se reunir na segunda-feira (19), “para discutir a crise sanitária e econômica em curso no país e para tomar as decisões que se fizerem necessárias nesse momento”.

Confira abaixo a nota.

Nota pública das Centrais Sindicais

São Paulo, 12 de março de 2020

As Centrais Sindicais reunidas nesta quinta-feira, 12/03/2020, em São Paulo para discutir a declaração de pandemia global pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em decorrência do novo coronavírus se coloca na defesa de ações coletivas de prevenção à propagação do vírus e seus impactos sociais e econômico.

As entidades entendem que esse momento demanda do Estado brasileiro, em seus três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), a compreensão de sua excepcionalidade e a importância da ampla concentração das ações em medidas emergências para o enfrentamento da crise.

Ao mesmo tempo, as Centrais reivindicam a suspensão das discussões de medidas que atacam os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras no Congresso Nacional, como por exemplo, a MP 905/2019, a Carteira Verde e amarela. Nesse sentido, propomos um amplo diálogo com a sociedade e com o Congresso Nacional para definir as medidas necessárias para conter a crise do coronavírus e a crise econômica.

As Centrais Sindicais também reafirmam que é fundamental a abertura do debate para elaborar medidas emergenciais para a proteção de todos os trabalhadores e trabalhadoras, formais e informais, e de seus empregos e renda, no período que a pandemia estiver decretada, além de medidas específicas para os trabalhadores e trabalhadoras da saúde, educação e transporte público que estão mais expostos ao contágio.

As entidades reforçam a relevância do fortalecimento da saúde pública, dos serviços públicos e de seus trabalhadores e trabalhadoras, considerando que nessa crise é fundamental para a mitigação dos riscos e o controle da doença, que ameaça se ampliar em nosso país. Esse fortalecimento é fundamental para a proteção individual e coletiva e para a efetivação da tarefa social dos serviços públicos.

As Centrais Sindicais se mantêm em avaliação permanente, com uma reunião agendada na próxima segunda, as 10h, na sede do DIEESE, para discutir a crise sanitária e econômica em curso no país e para tomar as decisões que se fizerem necessárias nesse momento. As Centrais reforçam a importância das mobilizações da classe trabalhadora.

CUT – Central Única dos Trabalhadores

FS – Força Sindical

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

UGT – União Geral dos Trabalhadores

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

CSP – Conlutas – Central Sindical e Popular – Conlutas

Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

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