Luciana Santos critica “politicagem” de Bolsonaro em meio à pandemia

Para a presidente do PCdoB é “chocante e criminoso” que Bolsonaro incentive o desrespeito ao isolamento social.

Luciana Santos é presidenta do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco l Foto: Diego Galba/VG

A presidenta do PCdoB afirmou que o momento é de “distensão” para superar as crises e diferenças, um momento em que as forças políticas devem agir pela vida dos brasileiros. Contudo, denunciou a dirigente, o posicionamento de Bolsonaro faz recrudescer crises. “Bolsonaro diz ‘e daí?’. Bom, ele tem que tomar atitude, tomar decisão, mandar recursos para os estados, comprar respiradores como fez o governador Flávio Dino (PCdoB-MA). Mas é o tempo todo agredindo, debochando, um circo de horrores é que o presidente tem representado neste período”, lamentou.

Falando ao programa “Palavra da Presidenta”, veiculado através das redes sociais do PCdoB  e mediado pelo jornalista Osvaldo Bertolino, a dirigente nacional dos comunistas  definiu Bolsonaro como “mensageiro da morte”. Segundo Luciana ele “não faz nada a não ser politicagem, todos seus movimentos, desde o primeiro momento, foram de minimizar a importância e gravidade da doença”. E enfatizou que “era pra ser o momento de unir o Brasil com medidas arrojadas. O vírus não espera nada, a epidemia é veloz”.

Luciana considera “chocante e criminoso” que o presidente da República negue a principal orientação sanitária da Organização Mundial da Saúde (OMS), da ciência e das experiências prévias mais bem sucedidas: o distanciamento social. “E faz isso por cálculo político. Quer colocar responsabilidade pela crise econômica e de desemprego no colo dos governadores e prefeitos”, indignou-se.

Crise geral

“A crise atual é a confluência de muitas crises”, analisou, mencionando que à crise sanitária soma-se a econômica e até mesmo a crise subjetiva, já que as pessoas estão impactadas pelo medo de morrer ou de não serem atendidas adequadamente visto que as redes hospitalares são insuficientes em todo o mundo. A presidenta nacional do PCdoB localizou, na análise, uma especificidade do momento: “Uma singularidade é a reflexão sobre o papel do Estado, sobre a dependência das cadeias produtivas e sobre o modo como o Brasil se insere no contexto”, afirmou, lembrando que o crescimento do PIB já era de apenas 1,1%, o desemprego tinha taxas altas e o quadro é de desmonte das políticas públicas, como do Sistema Único de Saúde e de políticas de assistência, como o Bolsa Família.

1º de Maio

Luciana tratou ainda da importância dos trabalhadores, reafirmada pela pandemia. “Esta não é uma crise do capital, é uma crise da esfera produtiva, que realça o lugar do trabalho e do trabalhador e da trabalhadora”, destacou.  Para a dirigente, “as centrais sindicais estão dando show de política e amplitude” ao organizar um 1º de Maia solidário e que agrega forças políticas, fazendo valer, na prática, a ideia de construção da frente ampla, que vem sendo insistentemente debatida e praticada pelos líderes políticos do PCdoB.

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