População precisa de condições dignas de locomoção, diz Olívia Santana

“É um absurdo que o Ministério Público precise ajuizar uma ação civil para que as pessoas consigam se deslocar com o mínimo de segurança”, declarou candidata à prefeitura de Salvador.

Olivia Santana (PCdoB-BA) disputa a Prefeitura de Salvador

A candidata à Prefeitura de Salvador pela coligação Experiência, Amor e Raça, Olívia Santana (PCdoB), afirmou nesta quarta-feira (7) que, especialmente na pandemia, o transporte público precisa oferecer condições dignas de locomoção à população.

No total, 6 mil pessoas morreram infectadas pelo novo coronavírus apenas no estado da Bahia, e os transportes lotados são uma das formas de disseminação do vírus. Olívia considerou “absurdo” que tenha sido necessário a intervenção do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para garantir a circulação de 100% da frota na capital baiana. Para a candidata, isso mostra o descaso do prefeito ACM Neto (DEM) com a mobilidade urbana na cidade.

“É um absurdo que o Ministério Público precise ajuizar uma ação civil para que as pessoas consigam se deslocar com o mínimo de segurança”, declarou Olívia. O ajuizamento da ação ocorre após a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) não atender à recomendação encaminhada pelo MP-BA, para o retorno imediato do transporte público coletivo e depois de diversas reuniões realizadas com o objetivo de formalizar um acordo que promovesse a retomada integral dos ônibus na capital.

“São 2.213 veículos em Salvador, já passou da hora de ter 100% da frota de volta às ruas. Já houve a reabertura de praticamente todo o comércio, nada mais justo que a frota retorne integralmente para evitar os altos riscos de contágio que a população de Salvador está correndo, em ônibus superlotados”, finalizou Olívia.

Os autores da ação ainda apontaram que não cabem, diante de uma questão de saúde pública, as justificativas apresentadas pela prefeitura, como queda de demanda e desequilíbrio econômico dos contratos de concessão, pois a retirada dos ônibus em circulação máxima “transfere para a população o ônus que deveria ser administrado pelo Município de Salvador”.

Os promotores destacaram também uma incoerência do Município. “Não guarda coerência o Município de Salvador estabelecer medidas de distanciamento social, inclusive mantendo o fechamento de praias, quando a população se aglomera nos ônibus de Salvador, não para atividades de lazer, mas para seu deslocamento laboral”, afirmaram.

Com informações do PCdoB Bahia

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