Funcionários do BB vão parar contra fechamento de agências e demissões

Anunciado no início deste mês, plano de reestruturação do banco público prevê fechamento de 112 agências e 5 mil demissões.

Edifício-sede do Banco Central em Brasília - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Funcionários do Banco do Brasil cruzam os braços nesta sexta-feira (29) contra a reestruturação anunciada pela empresa pública, que inclui o fechamento de 112 agências e 5 mil demissões. A paralisação de 24 horas foi aprovada em assembleia virtual na segunda (25), com 89,76% dos votos.

O movimento tem articulação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e faz parte do calendário de lutas contra a reestruturação, deflagrado no dia 11 de janeiro.

Na semana passada, dia 21, houve um Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação, que mobilizou funcionários em todo o Brasil. Foram realizadas reuniões nas agências e escritórios, distribuição de uma carta aberta à população, colagem de cartazes e um tuitaço com a hashtag #MeuBBvalemais, que figurou entre os 10 assuntos mais comentados no Twitter.

Para o coordenador nacional da CEBB, João Fukunaga, a paralisação acontece em um momento grave do país, que vive o impacto da segunda onda da pandemia. “É uma luta de dentro do BB para fora, para a população. É uma luta para preservação da vida das pessoas, de quem é grupo de risco. Estamos convocando o pessoal que está em home office a não bater o ponto, para fazermos uma grande mobilização. Essa é uma greve de dentro para fora, por conta, inclusive, da pandemia, da grande parte dos funcionários estarem em home office”, explicou o coordenador da CEBB.

Segundo Fukunaga, o desmonte do banco está sendo feito para ampliar os lucros aos acionistas. Na segunda-feira (25), a direção do banco anunciou sua distribuição de dividendos em 2021, em documento enviado ao mercado. De acordo com o documento, o percentual do lucro pago aos acionistas (payout) será de 40%. Sobre o resultado de 2020, o BB aprovou um payout de 35,29%.

“Para a direção do banco, o que vale nessa reestruturação, com a desestruturação de famílias, retirada de comissão, forçando as pessoas a saírem no PDV é o pagamento dos acionistas. é para isso que está sendo feita essa reestruturação. com isso, a gente vê o quanto o funcionário vale para o banco”, completou.

Com informações da Contraf/CUT

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