Irã finaliza registro de candidatos para eleições do parlamento
O Ministério do Interior do Irã anunciou neste sábado (26) o fechamento do processo de registro de candidatos para as eleições do Majlis (parlamento), depois de ter estendido o prazo até as 21 horas desta sexta-feira (25).
Publicado 26/12/2015 14:39

A prorrogação dos registros obedeceu a solicitações dos governadores gerais do país e foi aprovada pelo ministério, explicou a jornalistas o vice-titular da pasta Hossein ali Amiri, ao dizer que incluiu aos 207 governos das principais circunscrições eleitorais.
Em 26 de fevereiro de 2016 se realizarão simultaneamente a 10ª eleição do Majlis e a 5ª da Assembleia, exercícios democráticos que a cúpula religiosa islâmica do país assegurou que estarão regidos pela legalidade, liberdade e tranquilidade.
Durante o sermão pronunciado nesta sexta-feira, o aiatolá Ahmad Jannati, substituto do líder iraniano, sublinhou que as eleições são uma honra para o Islã, os muçulmanos e o governo, pelo que devem celebrar "firme e amplamente".
O religioso aconselhou evitar que as diferenças afetem o processo de votação para renovar os 290 cadeiras do hemiciclo e os 86 da assembleia que tem entre suas principais funções eleger o líder supremo da Revolução Islâmica.
Ao felicitar aos muçulmanos pelo aniversário do profeta Maomé e aos cristãos pelo nascimento de Jesus Cristo, Jannati recordou que no Irã não existem disputas entre as seitas islâmicas xiita e sunita, e disse que se esforçarão para manter a unidade e evitar que os atritos políticos causem separação.
Em 19 de dezembro começou o registro oficial de candidatos para as eleições do parlamento, dois dias após abrir igual processo para a Assembleia.
O Majlis, cuja atual legislatura iniciou depois das votações de 2012, elege a seus deputados por voto universal para períodos de quatro anos.
Dos 290 assentos, 285 decidem-se por voto direto popular e cinco reservam-se a representantes das minorias zoroastra, judia, assíria e cristãos e armênios (um para os armênios do norte de Irã e outro para os do sul).
O Conselho de Guardiães da Constituição, encarregado de supervisionar as eleições, terá a faculdade de vetar candidatos que não apresentem os requisitos estipulados pela legislação eleitoral.
Faz dias, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, falou em defesa de uma atmosfera sã, legal e vivaz face às eleições de fevereiro, e declarou que era necessário um clima de tolerância política durante a campanha.
Fonte: Prensa Latina