México contesta possíveis sanções dos EUA em meio apoio a Cuba

Sheinbaum classifica como “muito injusta” a ameaça de tarifas por envio de petróleo à ilha e afirma que medidas não podem atingir hospitais, escolas e serviços básicos

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A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (10) que seu governo manterá o apoio a Cuba diante das sanções impostas pelos Estados Unidos aos países que fornecem petróleo à ilha. 

Durante sua coletiva diária no Palácio Nacional, ela classificou como “muito injusta” a medida anunciada por Washington e declarou que o México seguirá enviando ajuda humanitária e atuando diplomaticamente para evitar a imposição de tarifas.

“Sim, sim, haverá mais apoio. O povo do México é sempre solidário. Ninguém pode ser omisso diante da situação que o povo de Cuba está vivendo neste momento por causa das sanções que estão sendo impostas a qualquer país que envie petróleo, por parte dos Estados Unidos, de maneira muito injusta”, disse Sheinbaum.

A presidenta do México sustentou que “não se pode estrangular um povo” nem submetê-lo a punições que afetem hospitais, escolas e serviços básicos.

“Então vamos ajudar o povo de Cuba como sempre se ajudou, em qualquer momento, povos que precisam”, afirmou.

Ela afirmou ainda que o governo mexicano está atuando para evitar possíveis retaliações por parte dos Estados Unidos diante do envio de petróleo à ilha.

“Nós estamos com todas as ações diplomáticas para evitar que sejam impostas tarifas ao México por enviar petróleo a Cuba”, declarou, acrescentando que o país também faz “um chamado internacional e aos Estados Unidos de que essas sanções são muito injustas para o povo cubano”.

Na avaliação da mandatária, divergências políticas não podem justificar punições coletivas. “Pode-se estar de acordo ou não com o regime de governo de Cuba, mas os povos nunca devem ser afetados”, afirmou, ao defender que sanções econômicas não podem atingir hospitais, escolas e serviços essenciais.

Ao abordar críticas da oposição sobre envio de combustível mexicano, Sheinbaum sustentou que a exportação ocorre nos mesmos moldes adotados com outros parceiros comerciais. 

“São contratos. Nós enviamos petróleo a 50 países… e uma parte desse petróleo é exportada a Cuba como a qualquer outro país. E às vezes, por razões humanitárias, tem sido enviado petróleo a Cuba”, afirmou.

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