Israel inicia ofensiva terrestre no sul do Líbano e amplia conflito
Combates se concentram na região estratégica de Khiam, enquanto bombardeios e ordens de evacuação deslocam mais de 800 mil pessoas e deixam centenas de mortos no país
Publicado 16/03/2026 10:06 | Editado 17/03/2026 07:55
O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o início de operações terrestres no sul do Líbano, ampliando a ofensiva militar contra o Hezbollah em meio à escalada regional do conflito.
As incursões se concentram na região estratégica de Khiam e ocorrem após dias de bombardeios e ordens de evacuação que já forçaram mais de 800 mil pessoas a deixar suas casas, enquanto ataques israelenses no país somam ao menos 850 mortos, segundo dados citados por veículos internacionais.
A ofensiva no território libanês ocorre no contexto da guerra de agressão iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no início de março.
Desde então, os confrontos se estenderam por diferentes frentes no Oriente Médio, com trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah ao longo da fronteira e intensificação das operações militares israelenses no sul do Líbano.
Israel afirma que as incursões terrestres têm como alvo posições do Hezbollah no sul do Líbano e fazem parte da estratégia de ampliar a chamada “zona de segurança” ao longo da fronteira.
No entanto, desde o reinício dos combates, os ataques israelenses no Líbano já deixaram ao menos 850 mortos, entre eles mulheres e crianças, além de centenas de feridos.
A escalada militar também provocou deslocamento em massa da população, com mais de 800 mil pessoas obrigadas a abandonar suas casas, segundo balanços divulgados por veículos internacionais e organizações humanitárias.
A entrada de tropas israelenses no Líbnao foi precedida por uma nova onda de bombardeios aéreos e ataques de artilharia contra cidades e vilarejos da região.
Entre os locais atingidos está a cidade de Khiam, considerada estratégica por estar situada em terreno elevado e por controlar rotas que conectam diferentes áreas do sul do Líbano ao Vale do Bekaa, outra região onde o Hezbollah mantém presença política e militar. Nas últimas horas também foram registrados ataques em outras localidades do sul do país.
Desde o início de março, o Hezbollah tem disparado foguetes e drones em direção ao norte de Israel, em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel. A troca de ataques abriu uma nova frente de confrontos na fronteira entre Israel e o Líbano.
Os combates ocorrem após um período de relativa calma no Líbano estabelecido pelo cessar-fogo firmado em novembro de 2024.
O acordo, mediado pelos Estados Unidos, foi alvo de repetidas violações por parte de Israel ao longo dos meses seguintes.