"Oficiais superiores das forças armadas norte-americanas distorcem tanto a realidade sobre a situação no Afeganistão, que a verdade já é algo irreconhecível", afirmou o tenente-coronel do Exército Daniel Davis.
Centenas de afegãos foram às ruas da capital Cabul para protestar contra a queima de exemplares do Alcorão, o livro sagrado do Islã, na maior base dos Estados Unidos no país. As manifestações, que já duram dois dias, deixaram pelo menos 11 pessoas feridas após confrontos com a polícia local.
O movimento pacifista Veterans Against the War (VAW, veteranos contra a guerra, por sua sigla em inglês) convocou para esta segunda-feira (20) uma marcha de protesto em Washington contra o que definiu como a política vacilante do governo federal estadunidense.
“Oficiais superiores das forças armadas americanas distorceram tanto a realidade, quando informavam ao Congresso e ao povo dos Estados Unidos sobre a situação no Afeganistão, que a verdade se tornou irreconhecível”. A avaliação consta de um novo relatório crítico elaborado pelo tenente coronel do Exército, Daniel Davis, que em outubro de 2011 regressou do Afeganistão após ter permanecido em sua segunda estadia por um ano no país ocupado.
De acordo com nota publicada pelo presidente afegão Hamid Karzai, criticou o bombardeio executado, na última quarta-feira (8), pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que matou oito crianças na província de Kapisa.
O governo do Afeganistão ocupado acusou a Otan nesta quinta-feira (9) de matar crianças em um ataque aéreo, uma denúncia que recrudesce a tensão o governo e seus chefes internacionais sobre a morte de civis em ataques perpetrados pelos ocupantes.
Os talibãs denunciaram nesta segunda-feira (6) a ONU por falsificar as últimas cifras de vítimas civis no Afeganistão e asseguraram que a Otan e os Estados Unidos assassinaram mais pessoas em ataques do que o número apresentado nas estatísticas.
Os talibãs negaram nesta terça-feira (1º/2) estarem dialogando com os Estados Unidos e com o governo do Afeganistão, desmentindo informações do Catar e da Arábia Saudita sobre reuniões para a suposta "pacificação e reconciliação" do país.
A guerra da Otan no Afeganistão entrará para a história como enorme duplo fracasso: os políticos não conseguiram pôr fim à guerra e os generais foram incapazes de vencer. Por outro lado, comentaristas e historiadores anotarão que esse país atrasado e tribal conseguiu, num período de 30 anos, expulsar o exército soviético e, depois, expulsou também uma coalizão internacional de nada menos que 50 países ocidentais liderada pelos Estados Unidos da América.
Por Osama Al Sharif, no site Stop Nato
Um atentado contra uma base militar francesa no Afeganistão ocorrido nesta sexta-feira (20) deixou quatro soldados mortos e pelo menos 15 feridos, oito em estado grave, segundo o Minsitério da Defesa francês. E resultou também na suspensão das operações de formação de soldados e ajuda do exército francês às forças armadas afegãs. O anúncio foi feito em um pronunciamento ao vivo pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.
"Ano do Talibã", é como denominou 2012 um diplomata ocidental, servindo em Cabul, de férias aqui, em Istambul. E ao que tudo indica esta previsão será confirmada até mesmo pelos "falcões" do Pentágono, os quais já aceitam e reconhecem que "sem alguma forma de acordo de pacificação com os guerrilheiros islamitas do Talibã, os quais os EUA eliminam aos milhares há mais de uma década, a guerra no Afeganistão e no noroeste do Paquistão não deverá terminar nunca".
Por George Pezmatzoglu
Dois soldados britânicos foram detidos por "comportamento inadequado" no Afeganistão, informou o Ministério da Defesa britânico nesta quarta-feira (18) depois de uma reportagem sobre abuso infantil. Citando fontes da defesa, o jornal britânico The Sun informou que os dois abusaram de duas crianças afegãs de "aproximadamente 10 anos" e fizeram imagens de vídeo do ato.