Em meio à tensão e à violência dos protestos no Chile, parlamentares e o ministro da Educação do país, Felipe Bulnes, retomaram nesta segunda-feira (24) as discussões sobre as propostas de investimentos em ensino na Subcomissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. O debate foi interrompido no último dia 20, quando estudantes ocuparam o Parlamento e só se retiraram após oito horas.
Em rechaço às medidas trabalhistas e salariais, sindicatos de trabalhadores de transporte em Santiago, capital do Chile, iniciaram nesta segunda-feira (24) uma greve indefinida. A paralisação afeta mais de dois milhões de cidadãos.
Os estudantes mostraram o caminho. O apoio popular à luta pela reforma do sistema educacional no Chile, com a implantação do ensino superior gratuito, encorajou outros setores a lutar pela cobertura universal de serviços públicos. Um bom exemplo são os movimentos que passaram a pleitear o direito universal à saúde.
A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) resolveu recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar "abusos e torturas" por parte dos carabineiros (policiais militares) contra os manifestantes que têm protestado por uma educação melhor no país.
Estudantes e integrantes de movimentos sociais chilenos ocuparam, nesta quinta-feira (20), a sede do antigo Congresso do Chile na cidade de Santiago, com o objetivo de exigir a realização de um plebiscito vinculante em que a população seja consultada sobre a gratuidade da educação.
Mais de 300 mil pessoas participaram na quarta-feira (19) das 48 horas de protestos no Chile, por uma educação pública, gratuita e de qualidade, segundo dados da Confederação de Estudantes do Chile (Confech). O governo, no entanto, aumentou a repressão ao movimento: mais de 300 estudantes foram presos nos dois dias de manifestações. A marcha foi a 109ª realizada desde maio, quando tiveram início os protestos. Desde então, 1,7 mil jovens foram presos.
Estudantes chilenos e mais de 70 organizações sociais, além da Central Única de Trabalhadores (CUT), vão marchar, nesta quarta-feira (19), pelas ruas de Santiago para exigir uma educação pública, gratuita e de qualidade. A manifestação ocorre um dia após a jornada que deixou 60 presos e fez ressurgir a ameaça do governo de aplicar a Lei de Segurança de Estado para reprimir os protestos sociais. Os protestos no país já duram cinco meses e a negociação entre governo e estudantes está emperrada.
Movimento estudantil, Central Única de Trabalhadores e 70 organizações sociais, ambientais e sindicalistas iniciaram nesta terça (18) a Jornada Nacional de Ação e Mobilização pela Educação, que inclui paralisação de 48 horas, com panelaço e manifestações nesta quarta (19). As mobilizações ocorrem após o fracasso, no início deste mês, da mesa de negociação entre governo do Chile e estudantes, que reivindicam educação pública, gratuita e de qualidade.
Por Camila Queiroz*
Estudantes chilenos e representantes dos professores entregaram, nesta terça (18), ao governo do presidente Sebastián Piñera, os resultados do plebiscito pela educação, realizado nos dias 8 e 9 de outubro, em que 93,2% dos votantes rechaçaram a educação de mercado e apoiaram um modelo educativo público e de qualidade.
Representantes dos professores e estudantes chilenos entregarão, nesta terça-feira (18), ao governo de Sebastián Piñera, os resultados finais do plebiscito realizado nos dias 7 e 8 de outubro, onde mais de 90% do eleitorado rechaçam a educação de mercado.
O Exército chileno convocará 57 mil jovens de 18 anos para o serviço militar. O governo justificou a decisão afirmando que houve uma redução de 30% no número de voluntários por causa dos protestos pela reforma do sistema educacional.
O chamado a uma Assembleia Constituinte no Chile, onde rege ainda a Constituição criada na ditadura, ganha força em diferentes setores sociais do país, inclusive no âmbito acadêmico.