"Queimada é uma das centenas de Ilhas das Antilhas. O nome Queimada deve-se ao fato dos portugueses terem de queimar a ilha para vencer a resistência dos índios. Quase todos os nativos foram mortos. Trouxeram então escravos da África para trabalhar nos canaviais". A bordo de um navio, um tripulante explica ao diplomata inglês, Willian Walker (Marlon Brando) as características da ilha. O diálogo inicia "Queimada!", genial filme de Gillo Pontecorvo ("A Batalha de Argel").
Por Ricardo Flaitt*
Jovens aprenderão princípios de audiovisual em quatro dias de intensa programação. Realizado pelo povo Jenipapo-Kanindé, o projeto, apoiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), através do Edital Ceará de Cinema e Vídeo, contempla aldeias de quatro etnias do Ceará, promovendo também o intercâmbio cultural entre elas.
Em clima de confraternização e entusiasmo, o VI Festival de Jericoacoara Cinema Digital foi lançado na última quinta-feira (25), com exibição, ao final da tarde, no Centro Cultural Banco do Nordeste, do documentário "Assim nascem canções", sobre o grande pianista e compositor brasileiro João Donato.
A sexta edição do festival reconhecido no calendário nacional do cinema independente acontecerá de 7 a 13 de junho de 2017, reunindo, na paradisíaca praia cearense, grandes nomes e novos realizadores do audiovisual brasileiro. Ao todo, 30 curtas-metragens, de realizadores provenientes de 13 estados, foram selecionados para participar da mostra competitiva. O festival recebeu 237 inscrições, de realizadores de 17 estados.
O Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, apoiado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, bateu novo recorde de inscritos. Foram 1.113 filmes enviados para a seleção da Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem e Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem da 27ª edição, que acontecerá em Fortaleza de 05 a 11 de agosto deste ano.
Com ritmo particular, e inspirações em Antonioni e Tolstoi, A Mulher que se foi, de Lav Diaz, acompanha uma ex-presidiária no esforço de reinventar sua identidade.
Por José Geraldo Couto*
A sexta edição do festival reconhecido no calendário nacional do cinema independente acontecerá de 7 a 13 de junho de 2017, reunindo, na paradisíaca praia cearense, grandes nomes e novos realizadores do audiovisual brasileiro. Ao todo, 30 curtas-metragens, de realizadores provenientes de 13 estados, foram selecionados para participar da mostra competitiva. O festival recebeu 237 inscrições, de realizadores de 17 estados
O diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, esteve em Salvador, na última segunda-feira (15/05), para participar do lançamento de um edital de incentivo às produções audiovisuais no estado, o ‘Bahia na Tela’. A iniciativa é resultado da captação de um montante de R$ 20 milhões, o maior volume de recursos em um único edital já conseguido pelo governo do Estado junto à Ancine.
O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto resgata a memória e a história da comunidade religiosa do Caldeirão, comunidade religiosa que floresceu no sítio Caldeirão, município do Crato. Este movimento religioso popular, liderado pelo beato José Lourenço, organizou o arraial camponês em molde socialista primitivo.
A centralidade do trabalho não acabará numa sociedade mais evoluída e justa, mas ela deverá se transferir mais para um exercício de liberdade do que de submissão a contratos subordinados. A utopia de uma sociedade “regulada”, como dizia Gramsci – pautada pela igualdade que faz o reconhecimento das diferenças – começa em cada reforma que controle o sociometabolismo espontâneo do capital e ordene as suas energias, para melhorar a vida cotidiana.
Por Tarso Genro*
Aos 14 anos de idade, Theodomiro Romeiro dos Santos começou sua luta no combate à ditadura. Aos 18 foi preso, torturado e, depois de cumprir nove anos de prisão, decidiu fugir da penitenciária Lemos Brito, em Salvador. Quarenta anos depois, acompanhado do filho e da cineasta Emília Silveira, ele refaz boa parte do caminho que traçou durante sua fuga. É esta a história do documentário Galeria F, que estrou nesta quinta-feira (30) às vésperas do aniversário do golpe de 1964.
Por Xandra Stefanel
Filmes e novelas que desenvolvem a temática social são na maior parte das vezes intermináveis repetições de palavras de ordem e clichês –e, por isso, chatíssimos. Heróis inverossímeis falando sobre sofrências e utopias. “Era o Hotel Cambridge”, da diretora Eliane Caffé é outra coisa.
Por Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres