Diferença é de concepção, observa diretor técnico. Na visão dos trabalhadores, Estado deve ter presença maior na economia. "Ficou difícil ter um debate equilibrado. Crise política só aguçou o problema".
Em abril, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 3.899,66, ou 4,16 vezes o salário mínimo oficial, que hoje é de R$ 937,00. O cálculo é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foi divulgada nesta segunda (8).
Para o instituto, país tornou-se "refém do curto prazo" e precisa repensar estrutura e financiamento do setor.
O uso ilimitado da terceirização deverá levar a um aprofundamento da desigualdade, com aumento da precarização das condições de trabalho e de remuneração, resultando em piora na distribuição da renda, avalia o Dieese, em nota técnica divulgada nesta sexta (24) sobre o tema.
No escasso e tendencioso debate que está havendo sobre a contrarreforma da Previdência Social – que está sendo encaminhada para aprovação no Congresso de forma afobada, justamente para não circular informações transparentes e autênticas – o principal argumento utilizado pelo governo tem sido o do déficit.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, sobre a Previdência, é, talvez, "uma das reformas de maior exclusão social no Brasil", avalia o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, que participou na tarde desta quarta-feira (15) de um debate promovido em rede social pelo jornal Brasil de Fato. Para ele, o dia nacional de paralisações, na quarta, ajudou a fazer o contraponto à propaganda do governo e contribui para a população entender o que representa "o ataque a seus direitos".
Os bancos eliminaram 48.757 postos de trabalho nos últimos 5 anos, de fevereiro de 2012 até janeiro. É o que mostra estudo do Dieese, apresentado nesta quinta-feira (9) durante congresso extraordinário da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo. Entre as ocupações que perderam espaço, os escriturários são os mais afetados, com 15.654 postos de trabalho fechados, seguidos pelos caixas, com redução de 5.148 vagas.
A tabela de alíquotas do Imposto de Renda está defasada em mais de 83,1%. A constatação está no estudo divulgado pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). Na prática, significa que, hoje, os trabalhadores isentos seriam os que recebem até R$ 3.460,50 e não os atuais R$ 1.903,98.
O número de desligamentos de engenheiros diminuiu no ano de 2016, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE). No entanto, mesmo com a diminuição do número de desligamentos, a perda de postos de trabalho aumentou.
As centrais sindicais e o Dieese realizam nesta terça (7) e quarta-feira (8), em São Paulo, o seminário “Reforma da Previdência Social – Desafios e Ação Sindical”. O evento vai debater os impactos da reforma da Previdência (PEC 287/2016) enviada pelo governo Temer ao Congresso. O sindicalismo rechaça as propostas apresentadas na previdência pública, que restringem direitos e penalizam a população – em especial os mais pobres, mulheres e idosos.
Em reunião na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (20), dirigentes das principais centrais sindicais brasileiras definiram um calendário de ações contra as reformas da Previdência e trabalhista.
O governo Temer (PMDB) inverteu a curva ascendente e aplicou apenas o reajuste da inflação ao salário mínimo. Assim, após 13 anos de aumento real, o mínimo obtém a partir de janeiro reajuste de 6,48% (INPC), passando de R$ 880,00 para R$ 937,00. Segundo Nota Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o benefício impacta 47,9 milhões de brasileiros – da ativa, aposentados ou outros segurados da Previdência.