A falta de planejamento e o modelo de desenvolvimento das cidades tem deixado à margem milhões de crianças no mundo, que vivem sem acesso aos mais básicos serviços. No Brasil, apesar de avanços conquistados, a urbanização desordenada e a falta de políticas públicas também têm efeito nocivo. Mais de 24 mil brasileirinhos moram nas ruas. E, se o trabalho infantil tradicional diminuiu, muitas crianças hoje são exploradas em faróis ou no tráfico de drogas, atividades que não entram nas estatísticas.
A partir desta quinta-feira (1/3), o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza começam a realizar conferências nos 26 Territórios de Identidade baianos para discutir políticas públicas destinadas às crianças e adolescentes no estado. Três cidades abrem a série de conferências – Livramento, Valença e Jaguaquara, que reunirão profissionais da área e gestores públicos dos territórios do Sertão Produtivo, Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá.
A Bahia tem o grande desafio de assegurar que a Copa do Mundo em 2014 represente oportunidades para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, em especial o direito ao esporte. Esse é o foco da discussão do I Encontro Baiano da Rede Juvenil pelo Esporte (Rejupe), que começou nesta segunda-feira (27/2). O evento acontece até esta terça-feira, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), no Centro Administrativo, em Salvador.