O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano (1986-2005) chamou a debater hoje sem intimidação a proposta do opositor partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), de criar províncias autônomas.
Dois homens marcaram a luta de independência de Moçambique, uma das joias do império colonial criado por Portugal na África, onde precisamente foram os navegantes lusos os primeiros europeus em explorar o continente a partir do século 15.
A agricultura familiar como estratégia para combater a fome e a pobreza foi tema de reunião do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, com o presidente da Câmara de Comércio Indústria Brasil/Moçambique, Sinfrônio Júnior, e o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Helder Muteia, nesta quinta-feira (05), em Brasília.
Em Moçambique, a Frelimo prossegue a luta pela paz e por mais desenvolvimento e procura ultrapassar obstáculos que ameaçam a tranquilidade no país. O vencedor das eleições presidenciais de 15 de outubro, Filipe Nyusi, candidato da Frelimo, foi empossado em Maputo na chefia do Estado e apelou à defesa e ao reforço das grandes conquistas históricas do povo moçambicano – a independência, a unidade nacional e a paz.
Por Carlos Lopes Pereira, no Jornal Avante
O novo presidente eleito de Moçambique, Filipe Nyusi, tomou a posse no dia 15 em Maputo, capital do país. No seu discurso inaugural, Nyusi declarou que vai continuar as políticas econômicas do ex-presidente Armando Guebuza, “para manter o vigor da economia, e ao mesmo tempo, fortalecer as construções de infraestruturas, aumentando os investimentos na educação, agricultura e na indústria pesqueira”.
O ex-ministro da Defesa Filipe Nyusi, 55 anos, tomou posse, nesta quinta-feira (15), como presidente da República de Moçambique, sucedendo a Armando Guebuza, que presidiu o país por dois mandatos.
Moçambique se tornou nesta semana o quarto país africano a legalizar o aborto. Isso porque o presidente Armando Guebuza promulgou na última quinta-feira (18) o novo código penal do país, que libera a interrupção voluntária de gravidez.
A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) recusou a ideia de um governo de transição proposto pela opositora Renamo, que considera que essa é a melhor forma de manter a paz depois das eleições que qualifica como irregulares.
O Conselho Constitucional de Moçambique recusou repetir as eleições gerais no distrito de Tsangano, província de Tete, onde a votação foi interrompida por incidentes durante a jornada eleitoral de 15 de outubro.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique recusou o pedido da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), principal partido de oposição no país, de anular as eleições gerais de 15 de outubro, julgando-o “improcedente”.
De acordo com a Comissão Nacional Eleitoral, o candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Filipe Nyussi, saiu vencedor com 57,03% dos votos nas eleições presidenciais realizadas no país no fim de semana.
Segundo o ministro moçambicano do Interior, José Pacheco, observadores militares de 10 países deverão se deslocar para Moçambique, daqui a uma semana, incumbidos de prevenir uma eventual onda de violência após o anúncio oficial dos resultados das eleições presidenciais e legislativas realizadas há poucos dias.