O lucro líquido acumulado da Caixa Econômica Federal em 2012 chegou a R$ 6,1 bilhões, 17,1% mais do que em 2011. Esse resultado foi impulsionado pela sua carteira de crédito, que cresceu 42% nos últimos 12 meses, encerrando o ano com saldo de R$ 353,7 bilhões.
Dirigido pelo BTG Pactual, banco PanAmericano teve um ano ruim em 2012 e andou para trás: foi anunciado discretamente, na noite desta segunda-feira (18), o prejuízo de 603 milhões de reais nesta instituição de perfil popular; foi dez vezes maior do que o pequeno lucro alcançado alcançado em 2011.
Retirado em uma fazenda a 340 km de Curitiba, Zé do Chapéu, como José Eduardo de Andrade Vieira era chamado quando foi poderoso senador, ministro e maior doador da campanha de FHC à Presidência, foi o último a saber sobre a venda do que restou de seu antigo Bamerindus; perdeu tudo após um dos mais nebulosos negócios financeiros do governo tucano; agora, o BTG de André Esteves comprou, com o espólio do banco, uma fortuna de R$ 1 bilhão em abatimento de impostos, por menos da metade desse valor
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) rejeitou proposta dos trabalhadores do setor e ofereceu aumento real de 0,58%. Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%. Atualmente, o piso da categoria é de R$ 1,4 mil. Por outro lado, os executivos continuam recebendo salários milionários, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Faz ainda algum sentido falar em “social-democracia”? Se sim, o que é a “social-democracia” hoje? Como caracterizá-la de um ponto de vista de classe? Que lugar ocupa no xadrez político internacional? Como se posiciona em relação aos grandes problemas do nosso tempo? No quadro da política de alianças da classe operária como encarar a “social-democracia”?
Por Albano Nunes*
Com a crise do mercado financeiro, surpreendentemente, economistas e jornalistas liberais passaram a defender a interferência do Estado na economia capitalista. Contraditoriamente ao seu discurso clássico, marcado pela apologia do livre mercado como único regulador da economia, os liberais defendem a ajuda financeira do Estado aos bancos e empresas em estado falimentar.
Por Antônio Inácio Andrioli*
Os bancos mundiais registraram lucros recordes em suas operações chinesas no ano passado, com muitos emprestadores estrangeiros prevendo um crescimento anual de cerca de 20% até 2015, de acordo com uma pesquisa divulgada na terça-feira (17) pela PricewaterhouseCoopers (PwC).
O relatório semanal da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) contrapôs-se, segunda feira (7) à pressão do governo federal pela redução das taxas de juros.
A presidente Dilma acertou na mosca ao criticar os juros extorsivos cobrados pelo sistema bancário nacional, que são os mais altos do mundo. Apesar da redução da taxa básica (Selic) promovida pelo Banco Central, o chamado spread bancário, que significa a diferença entre o que as instituições pagam para captar dinheiro e a taxa de juros que cobram nos empréstimos a empresas e consumidores, permanece nas alturas.
Por Wagner Gomes, na página da CTB
O ininterrupto crescimento dos lucros dos bancos constitui um seriado da categoria horror. Recapitulando: em junho de 2011, publiquei o artigo “Os lucros dos bancos crescem sem parar”, onde se lê:
Por Adriano Benayon*