21 de Abril de 2016 - 9h20

21 de abril – luta contra o golpe e a traição

O feriado desta quinta-feira, 21 de abril, tem uma conotação, por assim dizer, ambígua. Ele homenageia a memória de Tiradentes, herói da Independência e da República. E lembra também, inevitavelmente, a traição de Joaquim Silvério dos Reis, que levou à prisão, condenação e morte do herói do povo brasileiro.

Onde estão hoje os herdeiros dos ideiais de Tiradentes? Onde estão, hoje, os silvérios dos reis que traem o povo e a nação?

Tiradentes pagou o alto preço por sonhar com um Brasil livre e republicano, com desenvolvimento autônomo, livre da dominação externa, e em benefício de todo o povo.

Silvério dos Reis é símbolo da traição e da subordinação ao colonialismo, ao domínio de potências externas (que, na época, era Portugal), e do benefício privado de seus interesses escusos (vendeu-se em troca do perdão das dívidas que tinha com a Coroa).

A história ocorreu a mais de dois séculos. Tiradentes foi enforcado em 1792 e seu corpo, esquartejado, fertilizou o solo da liberdade pátria.

A ignomínia de Silvério dos Reis foi completa e nem em Minas Gerais pode mais morar após sua ação vil, rejeitado pelo povo que condena os traidores. O opróbrio cobriu sua memória ao longo dos séculos.

Luta semelhante ocorre em nossos dias, quando descendentes de Tiradentes são ameaçados de afastamento do poder pelo golpe iníquo e ilegal promovido pelos descendentes de Silvério dos Reis que cometem, em nosso tempo, traição semelhante à feita duzentos anos atrás.

Tentam, com o golpe em andamento, manter a subordinação do país às elites reacionárias e também a potências externas.

A luta é a mesma da época de Tiradentes que, se fosse vivo, enfrentaria outra vez a condenação e mesmo a morte, pelos traidores do povo e da Pátria que sobrevivem na classe dominante e da elite política brasileira.
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