Publicado 23/06/2014 22:26 | Editado 04/03/2020 17:13

Para Comassetto, com a construção do Centro e celebração do convênio, poderá ser realizado um trabalho de orientação quanto à responsabilidade dos proprietários dos animais domésticos. “Esta responsabilidade já está prevista na Lei Municipal 4.373/2011, em seu artigo 7, onde diz que é de responsabilidade dos proprietários, possuidores e/ou guardadores a manutenção de cães e gatos em perfeitas condições de alojamento, alimentação, saúde e bem estar. No entanto, nem todos fazem isso”, lembrou ele.
O convênio com o curso de Medicina Veterinária do IFC vai possibilitar um controle melhor dos animais domésticos através de procedimentos de castração o que proporcionará aos acadêmicos do curso de Medicina Veterinária a oportunidade de exercitar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
Comassetto também considera fundamental o trabalho em conjunto com a ONG Con Animal que, na opinião dele, desempenha hoje uma atividade heroica em Concórdia, cuidando de animais que são largados pelos donos ou que estão doentes. O vereador manteve vários contatos com representantes da entidade para a elaboração de uma proposta conjunta a ser apresentada ao executivo municipal para a criação de um Centro de Controle de Zoonoses.
Centro de Zoonoses de Lages
O vereador visitou na sexta-feira, 13, o Centro de Controle de Zoonoses, de Lages, SC, considerado o primeiro do gênero no Estado. O vereador foi conhecer o funcionamento do órgão para elaborar uma proposta de criação de um Centro semelhante em Concórdia. Segundo Comassetto, o município necessita de um serviço de Controle Zoonoses que execute ações de vigilância de doenças transmissíveis às pessoas, por animais considerados vetores. Ele explicou que o controle é feito a partir da identificação e registro animal e que Centros como estes podem oferecer procedimentos de castração de animais de estimação, programas de vacinação, campanhas educacionais para a adoção de animais de estimação e de conscientização pública para o controle de zoonoses. “É uma questão muito séria de saúde pública. O controle da população de animais domésticos é fundamental para a prevenção de doenças”, justificou Comassetto.
Segundo o vereador, a identificação eletrônica com o uso de microchips nos animais também é uma medida a ser adotada em Concórdia para que se efetive o controle da guarda e cuidado dos animais que é responsabilidade de cada proprietário.
A idéia no futuro é de que o Centro atue em parceria com outras entidades para promover ações de educação em saúde, visando desenvolver atitudes positivas da população em relação aos animais de estimação, a exemplo de cães e gatos, para que não sofram maus tratos ou sejam abandonados. Em Concórdia a ONG Con Animal é quem tem desenvolvido ações deste tipo. No entendimento de Comassetto, a entidade faz um serviço voluntário de grande valor mas o poder público precisa se envolver mais nesse setor.