Para Nivaldo, combate ao crime ''é problema de Estado''

Nivaldo Santana, deputado do PCdoB na Assembléia Legislativa de São Paulo, avalia que a situação criada pelos ataques à polícia paulista neste fim de semana "é um problema de Estado, não de governo&quo

O parlamentar comunista não oculta uma opinião crítica sobre a política de segurança pública do governo estadual. Para ele, a onda de ataques "mostra que não corresponde à realidade o discurso que o ex-governador Geraldo Alckmin e as autoridades da área de segurança faziam, de que tinham cortado a cabeça do PCC". Mas destaca neste momento a necessidade de reconduzir São Paulo de volta à normalidade.

"De imediato, a nossa opinião, do PCdoB, é que se deve defender as instituições e a legalidade democrática. O poder público e a sociedade não podem ficar reféns do crime. O PCdoB lamenta as mortes dos policiais e se solidariza com sua memória", afirma.

Repressão bruta mostrou seus limites

Nivaldo Santana considera "essencial a conjugação de esforços, em todos os níveis, federal, estadual, municipal, para acabar com a situação de descontrole e avançar com uma política eficiente de segurança pública". Por isso expressou ao governador a conveniência de aceitar a oferta de ajuda federal, formulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E como seria uma política eficiente de segurança pública? "Ela precisa ser dura com o crime organizado e adotar um amplo conjunto de medidas de inteligência para enfrentar a logística dos criminosos. Requer, também, o enfrentamento dos problemas das desigualdades sociais, da pobreza e miséria, que alimentam a criminalidade", afirma Nivaldo Santana.

O deputado convida as esquerdas, em especial o PCdoB, a se debruçarem mais detidamente sobre o exame da criminalidade e da política de segurança. Para ele, a política do PSDB-PFL, de "tolerância zero", que "privilegia e repressão bruta e não a inteligência", acaba de mostrar os seus limites. É preciso, porém, desenvolver alternativas eficazes no enfrentamento do crime.