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Uruguai promete duras sanções aos responsáveis por abuso no Haiti

O presidente do Uruguai, José Mujica, enviou uma mensagem a seu par haitiano, Michel Martelly, para se desculpar pelo "dano irreparável" causado por marinheiros uruguaios, acusados de agredir sexualmente a um jovem haitiano.

A carta do presidente uruguaio chega um dia após o seu ministro da Defesa, Eleuterio Fernández Huidobro, pedir desculpas ao Haiti e prometer indenizar “o quanto antes” a vítima da suposta agressão sexual por parte de um grupo de capacetes azuis uruguaios no país caribenho.

"Sabendo que o dano produzido é irreparável, tenha o senhor a certeza que investigaremos até as últimas consequências e aplicaremos as máxima sanções aos responsáveis", afirmou Mujica em carta publicada no site da Presidência uruguaia.


Mujica é o segundo presidente de esquerda da história do Uruguai. Foto:Andres Stapff/Reuters

Além disso, o líder uruguaio pediu desculpas em nome das Forças Armadas, que se sentem "envergonhadas pela conduta criminosa e vergonhosa de alguns poucos".

O governo do Uruguai considerou uma prioridade oferecer desculpas ao país caribenho pelo suposto estupro, em um quartel uruguaio da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), de um jovem haitiano.

Na semana passada o governo uruguaio informou pela primeira vez do caso, que foi registrado na unidade militar uruguaia de Port-Salut (sul do Haiti) e no qual estão envolvidos cinco marinheiros da Armada uruguaia que fazem parte da Minustah.

O assunto ganhou força a partir do final de semana passado, quando foi divulgada uma gravação na qual é possível ver quatro soldados uruguaios ao redor de um jovem haitiano deitado de bruços enquanto é dominado por alguns dos militares.

O presidente haitiano se referiu na segunda-feira passada a este incidente em um comunicado de condenação, no qual apontou que esse ato "subleva a consciência nacional". Além disso, Martelly pediu um relatório "detalhado" sobre os fatos e garantiu que "os culpados e os cúmplices de tal ato não ficarão impunes".

Fonte: EFE

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