BNDES libera R$ 21,3 milhões para catadores

O presidente da Central das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Entorno (Centcoop-DF), Ronei Alves da Silva, comemorou ontem, Dia Mundial do Meio Ambiente, a aprovação de recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para promoção da inclusão social e produtiva de catadores na capital federal. Ele espera que os recursos sejam aplicados de forma correta.

“Esse é um projeto importante, mas desde que ele seja efetivado”. Acrescentou que “a gente sabe que é extremamente importante a ação do BNDES de disponibilizar o recurso para implantação dos centros de triagem e da coleta seletiva, mas o que mais preocupa a gente hoje em dia é se o dinheiro vai ser bem utilizado pelo governo do Distrito Federal”, disse.

Oriundos do fundo social do banco, os recursos totalizam R$ 21,3 milhões e deverão ser aplicados na instalação e estruturação de 12 centros de triagem e capacitação de 2.160 catadores. A meta, segundo informou o BNDES, por mei o da assessoria de imprensa, é elevar a renda média mensal dos catadores de R$ 400 para R$ 720, nos próximos três anos.

Ronei Alves da Silva lembrou que a implantação da coleta seletiva em todo o país é uma iniciativa do governo federal devido à Lei 2.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A legislação prevê o fim dos lixões no território nacional até 2014. Ele ressaltou porém, que para que o objetivo seja alcançado, é necessário primeiro implantar as unidades de triagem.