Fuga de senador não altera relações entre Brasil e Bolívia
A presidenta Dilma Rousseff, durante encontro bilateral com o mandatário boliviano, Evo Morales, evidenciou seu descontentamento com o caso do senador boliviano que fugiu de seu país para o Brasil em ação orquestrada por um diplomata brasileiro. De acordo com o ministro de Relações Exteriores, Luís Alberto Figueiredo, a fuga de Roger Pinto Molina “não irá alterar” as relações entre os países.
Publicado 30/08/2013 18:08

Os mandatários estiveram reunidos por uma hora antes do início da cúpula, como informou Figueiredo em coletiva de imprensa concedida em Paramaribo, capital do Suriname, onde é realizada a 7ª Reunião Ordinária do Conselho de Chefes de Estado da Unasul.
Presidente equatoriano quer criar centro de arbitragem na Unasul
Unasul discutirá passaporte sul-americano e questão Síria
Mais cedo, também em entrevista coletiva, Evo disse que o incidente com o Brasil será resolvido com respeito, amizade e cooperação, “como sempre”. O mandatário acrescentou que “ainda que haja grupos no Brasil interessados no enfrentamento de ambos os países, não conseguirão porque existe suficiente amadurecimento político na região”.
Ainda de acordo com Figueiredo, a Bolívia não pediu a extradição do senador Pinto Molina. “É uma hipótese que, se ocorrer, será julgada pelo STF", declarou.
O chanceler acrescentou ainda que o pedido de refúgio do senador será analisado pelo Conare (Conselho Nacional de Refugiados).
Pinto Molina deixou no último final de semana a embaixada do Brasil em La Paz rumo ao Brasil, onde permanece. Condenado pela justiça boliviana, o senador se diz perseguido político do governo Evo Morales e vivia como asilado na embaixada brasileira havia mais de um ano.
Da Redação do Vermelho,
com agências