Manifestantes e polícia voltam a confrontar-se no Egito
As forças da segurança egípcia voltaram a utilizar a força contra os manifestantes partidários do ex-presidente Mohammed Mursi, deposto pelo Exército no começo de julho. Nesta quarta-feira (30), confrontos violentos entre simpatizantes e membros da Irmandade Muçulmana e a polícia do Egito dentro da Universidade Al-Azhar, no Cairo, foram informados pelas forças de segurança.
Publicado 30/10/2013 15:56
A polícia anti-distúrbios foi acionada para conter um protesto, na continuidade da revolta de grande parte da população egípcia contra a deposição de Mursi, cujo Partido da Liberdade e da Justiça integra a Irmandade Muçulmana.
As forças policiais lançaram gás lacrimogêneo e dispararam granadas de efeito moral para dispersar os estudantes que protestavam contra o governo e o apoio militar que ele recebe.
Segundo informes do país norte-africano, continuam ocorrendo enfrentamentos entre as forças de segurança e os estudantes, com uma pressão cada vez maior contra os membros da Irmandade Muçulmana, cujas atividades foram banidas por lei no país.
Os manifestantes retomaram a sua marcha fora do campus universitário, bloquearam a principal avenida e bradaram contra o governo militar, exigindo a libertação dos presos políticos.
A Universidade Al-Azhar é a principal instituição de estudos islâmicos do país, e seus estudantes manifestam-se há semanas contra o governo interino, secundado pelo Exército, após a derrubada do primeiro presidente democraticamente eleito no país.
O Ministério do Interior do Egito anunciou, ainda nesta quarta (30), que as forças de segurança detiveram ao menos 25 estudantes, 11 dos quais são alunos da universidade, durante os enfrentamentos violentos no Cairo, a capital do país. Desde a deposição de Mursi, centenas de manifestantes foram mortos em episódios de confrontação recorrentes no país.
Com HispanTV,
Da redação do Vermelho