Baixa adesão em ato pró-golpe “era esperada”, diz líder do Vem Pra Rua
Enquanto milhares de manifestantes tomavam as ruas pelo Fora Temer e contra o retorcesso nos direitos, um dos líderes do Vem Pra Rua – braço da direita no apoio ao golpe –, Rogério Chequer, tentava explicar a baixa adesão à manifestação em apoio ao impeachment, convocada também para este domingo (31) na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo ele, a baixa já era esperada.
Publicado 31/07/2016 18:25

No ato, o deputado Major Olímpio (Solidariedade) era o único pré-candidato à Prefeitura de São Paulo presente. Em discurso disse que o ato era “mais uma confraternização” do que uma manifestação. Pelo jeito a festa não rolou também.
Assim como em outros atos, a maioria das pessoas vestia camisas da seleção brasileira de futebol. Um trio elétrico era comandado pelo ator Alexandre Frota que fez um discurso cheio de xingamentos e defesa de bandeiras conservadoras, entre as quais a intervenção militar.
Durante o ato, Frota chamou ao carro de som uma representante da associação de bairro do Morumbi, reduto de alto padrão da capital paulista e que, segundo ele, “é um dos bairros de São Paulo que mais vem sofrendo com assaltos e crimes bárbaros”. Enquanto isso, simpatizantes da Tradição, Família e Propriedade (TFP) entregavam folhetos entre os participantes.
A mobilização pró-golpe já é considerada a menor desde o início das ações que levaram à aprovação do pedido de impeachment. Tanto é que os organizadores do MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua decidiram reduzir os pontos das manifestações marcados para este domingo.
Vale lembrar que a imprensa, principalmente a Globo, teve papel destacado para insuflar as manifestações que antecederam a votação no Congresso.
Segundo o líder do MBL, Kim Kataguiri, a baixa adesão se deve a diversos fatores. “É final das férias escolares. Querendo ou não, o nosso público não é militante do MBL, a gente mobiliza a sociedade civil”, disse.