Lula é vítima de caçada judicial em denúncia política, diz assessoria

Em nota divulgada na noite desta terça-feira (20), a assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que, ao acolher a denúncia da força-tarefa da Lava Jato, o juiz Sergio Moro dá continuidade "ao espetáculo de perseguição política iniciado pelos procuradores". Ao apontar o caráter político da peça e a parcialidade do magistrado, o texto diz que Lula é vítima de uma "caçada judicial", apoiada pela mídia, com o objetivo de eliminar o petista da vida pública.

Lula-encontro-levante-popular-juventude-Belo-Horizonte - Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

"O povo brasileiro e a comunidade internacional sabem que estamos diante de um processo de cartas marcadas, com o claro objetivo de excluir da vida política o maior líder popular e o melhor presidente da História do Brasil", diz a nota.

A assessoria de Lula ressalta ainda a série de arbitrariedades e violações de direitos ocorridas no bojo da Lava Jato. "Após dois anos de investigações, envolvendo 300 agentes do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal, nada foi encontrado para relacionar Lula aos desvios na Petrobrás", continua o texto, segundo o qual ""tudo o que restou à Força Tarefa foram hipóteses e 'convicções'".

Leia, abaixo, a íntegra:

Moro dá prosseguimento à perseguição contra Lula


Ao aceitar a denúncia inepta da Força Tarefa da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro confirmou sua parcialidade em relação a Lula, que já foi denunciada ao Supremo Tribunal Federal e à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU. Moro simplesmente deu prosseguimento ao espetáculo de perseguição política iniciado pelos procuradores semana passada.

O mundo jurídico brasileiro sabe que a denúncia da Força Tarefa tem caráter eminentemente político, sendo o resultado de uma série de arbitrariedades e violações de direitos – como a condução ilegal de Lula para prestar depoimento, a violação e divulgação de telefonemas do ex-presidente e até de seus advogados, a invasão de sua casa, das casas de seus filhos e de diretores do Instituto Lula.

Após dois anos de investigações, envolvendo 300 agentes do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal, nada foi encontrado para relacionar Lula aos desvios na Petrobrás. Nenhuma conta secreta, no Brasil ou no exterior; nenhuma empresa de fachada; nenhum pagamento ilegal, direto ou indireto.

Tudo o que restou à Força Tarefa foram hipóteses e “convicções” em torno de um imóvel que não é e nunca foi de Lula, além do custeio da armazenagem do acervo de documentos reunidos em seu período de governo. Sobre essa base inconsistente foi apresentada uma denúncia inverossímil e insustentável no Direito Penal, acolhida por um julgador notoriamente faccioso em relação a Lula.

O povo brasileiro e a comunidade internacional sabem que Lula é vítima de perseguição, de uma verdadeira caçada judicial, largamente apoiada pela grande mídia brasileira, com objetivos políticos indisfarçáveis. Uma perseguição que não poupa sequer dona Marisa Letícia.

O povo brasileiro e a comunidade internacional sabem que estamos diante de um processo de cartas marcadas, com o claro objetivo de excluir da vida política o maior líder popular e o melhor presidente da História do Brasil.