Profissionais da Educação de Maracanaú entram em greve
O Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação no Município de Maracanaú (Suprema) vem a público informar que os professores e demais profissionais da educação da cidade iniciam greve, a partir desta terça-feira (03), com manifestação em frente à Secretária de Educação do município, pela imediata implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério.
Publicado 03/10/2017 09:59 | Editado 04/03/2020 16:23

O PCCR, instrumento que garante, entre muitos pontos, a valorização do trabalho, além de remuneração por nível de escolaridade, foi aprovado em dezembro de 2016, mas, com muitas alterações em seu texto, feitas sem o acordo dos trabalhadores, em um golpe articulado pela prefeitura e Câmara de Vereadores, ficou condiciona à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Isso impede que a lei entre em vigor, já que a gestão segue acima do limite de gastos com pessoal, principal elemento da LRF. Por outro lado, não se vê nenhum movimento do poder executivo em mudar tal quadro para poder implantar o Plano, ou seja, adequar suas receitas de forma a aplicar a medida.
Mais reivindicações
A greve se dá em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os funcionários da educação têm na vida da população maracanauense, porque a categoria não está mais aceitando a mesma desculpa e não quer mais esperar comodamente por este benefício, que deveria estar valendo desde janeiro deste ano. Os professores exigem avanço na negociação e que o prefeito atenda o clamor da categoria e apresente alguma solução para que o plano possa sair do papel.
Os profissionais de Educação exigem que o prefeito faça um pacto com a sociedade em busca de construir uma educação de mais qualidade, para se livrar do estigma de maquiar resultados para conseguir boa colocação no ranking das escolas, enquanto o que realmente se vê são escolas, creches e demais equipamentos públicos com péssimas condições de funcionamento. Quem sofre diretamente com essa situação são os trabalhadores e estudantes dessas instituições e, num olhar mais amplo, todo o povo de Maracanaú, que terá seus filhos formados de forma precária.
“Essa batalha não é só nossa, mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma educação pública gratuita e de qualidade”, finaliza Joana Ferreira, presidenta do Suprema Maracanaú.
Calendário da greve
A partir desta terça-feira (03) já inicia agenda de mobilização dos professores liderados pelo Sindicato Suprema e todos estão convidados a juntarem-se na luta iniciada pelos professores e demais profissionais das escolas.
• 03 de outubro (terça-feira) – Concentração em frente à Secretaria de Educação, seguida de caminhada até a praça CDL – 08h e Assembleia Geral para ratificação da greve, no Colégio 7 de setembro (Rua Beatriz Calixto, 305 – Pajuçara, Maracanaú);
• 04 de outubro (quarta-feira) – Ato na Câmara dos Vereadores – 08h;
• 05 de outubro (quinta-feira) – Ato na Praça do Timbó – 08h;
• 06 de outubro (sexta-feira) – Ato na Praça da EMEF Valdenia Acelino – 08h
• De 04 a 06/10 – No período da TARDE – Mobilizações nas 6 regionais ou zonais de Maracanaú – a partir das 14h.