Governo do Ceará afasta 168 policiais por participação em motim

Governador Camilo Santana (PT) afirmou que não negociará qualquer anistia administrativa

O governo do estado do Ceará afastou 168 policiais militares por participação no motim, que entra no seu quinto dia neste sábado (21). O afastamento, de 120 dias, foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira. Os agentes sairão da folha de pagamento a partir de fevereiro.

A abertura de processos disciplinares contra os militares afastados ocorrerá de duas formas. A primeira envolve os inquéritos militares, cujo julgamento acontecerá na Justiça Militar. A segunda consiste no procedimento administrativo disciplinar realizado pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD).

Segundo o secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, parte dos envolvidos no motim já foi identificada. Os policiais vão responder criminalmente e sofrer sanções administrativas. Costa ressaltou ainda que 261 PMs respondem a inquéritos militares e procedimentos administrativos por envolvimento nos atos e que os agentes não vão receber salário.

Entre a tarde de sexta-feira e a manhã deste sábado, pelo menos 22 homicídios foram registrados. Com isso, sobre para, no mínimo, 73 assassinatos contabilizados no estado. Entre às 6h de quarta-feira e 6h desta sexta, 51 assassinados foram notificados, segundo a secretaria de Segurança Pública do Ceará.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), declarou na sexta que já abriu processo disciplinar para a punição dos policiais militares amotinados no estado. Ele afirmou que não negociará qualquer anistia administrativa com os manifestantes, exigida pelos líderes do motim para evitar punições previstas em lei.

Na quinta, o governador descartou entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para acabar com o motim. Na mesma data, policiais e bombeiros militares recusaram o acordo proposto pelo governo do estado de realizar um aumento dos R$ 3,2 mil atuais para R$ 4,5 mil, parcelado até 2022.

Com informações do G1

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