Coronavírus: pesquisa deve ser baseada na ciência

É crucial determinar a origem do novo coronavírus, mas as questões científicas devem ser confiadas à ciência, assim como as questões profissionais requerem opiniões profissionais

(Foto: Reprodução)

A pesquisa sobre o novo coronavírus é uma questão séria e, como tal, deve ser levada a cabo por pesquisadores com base na ciência.

No dia 21 de abril, em resposta a alguns dos recentes mitos sobre a origem do novo coronavírus, que circularam na mídia e nas redes sociais, um porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que todas as evidências apontam que o novo coronavírus não deriva da intervenção humana ou da manipulação laboratorial. A OMS é apologista da contribuição de pesquisadores dos vários países na determinação da fonte do novo coronavírus. Essa postura respeita a ciência e favorece o esclarecimento de falácias. É uma resposta ao fabrico de teorias da conspiração por todo o mundo e conduz a comunidade internacional a um consenso.

É crucial determinar a origem do novo coronavírus, mas as questões científicas devem ser confiadas à ciência, assim como as questões profissionais requerem opiniões profissionais. No dia 19 de fevereiro, 27 especialistas médicos de oito diferentes países emitiram um comunicado conjunto na revista médica The Lancet, constatando: “Cientistas de todo o mundo analisaram o genoma do Sars-CoV-2 e publicaram o resultado. A pesquisa comprova que o coronavírus, tal como vários outros novos patógenos, tem origem em animais selvagens. Tais conclusões foram corroboradas pela comunidade científica”.

Foi também publicado um artigo na revista Nature para enfatizar que as provas científicas revelaram que o novo coronavírus e a doença por ele causada é um produto da evolução natural, não se tratando de um produto criado em laboratório. Emmanuel Andre, um virologista belga, afirma que “a comunidade científica internacional deve manter o profissionalismo, usando métodos científicos no rastreamento do vírus e na garantia da prevenção epidemiológica para conter este inimigo comum da humanidade”.

O vírus não conhece fronteiras e não faz distinção de raças. A China, tal como outros países no mundo, é uma vítima da pandemia. Ao longo da resposta a esta crise de saúde pública, a urgência e importância de construir uma comunidade de destino comum tornou-se ainda mais urgente. As falácias e as teorias da conspiração que acompanham a epidemia global não são benéficas para esta luta, mas alimentam a desconfiança e corrompem os esforços conjuntos.

A difusão de teorias da conspiração, artifícios que usam a pandemia para estigmatizar outros países, e posições que desacreditem os fatos são, essencialmente, anticientíficos. A politização de crises de saúde pública deve ser ativamente combatida. O uso da ciência para combater a ignorância, da verdade para esmagar os rumores, da cooperação para eliminar o preconceito e a luta coletiva são a atitude correta para debelar esta pandemia.

O presidente da China, Xi Jinping, declarou: “O que a comunidade internacional mais necessita é de uma confiança firme, de esforços concertados, uma resposta unida e o fortalecimento da cooperação internacional, formando uma frente unida para superar a epidemia”. Ao adotarmos o espírito científico e lutarmos pela unidade, assegurando que todos estamos no mesmo barco, com certeza superaremos a epidemia e poderemos aspirar a um melhor desenvolvimento humano no futuro.

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