Estudo quer saber como a população brasileira percebe a pandemia

Pesquisadores querem ouvir diferentes grupos e disponibilizam um questionário on-line para preenchimento até o dia 10 de novembro; comunidades carentes, de áreas rurais e pessoas em situação de rua estão sendo entrevistadas por meio de visitas presenciais

Pesquisadores estão avaliando como a população brasileira, em todas as suas diferenças, percebe a pandemia da Covid-19, com o projeto Termômetro Social Covid-19 Brasildesenvolvido pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e com a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (NOVA).

O objetivo, segundo os coordenadores, é dimensionar os impactos, considerando os aspectos sociais, econômicos e a saúde dos brasileiros, por isso vai ouvir a população como um todo, incluindo a percepção dos vulneráveis para tentar compreender o impacto do novo coronavírus nas populações periféricas e de áreas rurais, além de pessoas em situação de rua.  Considerando as dificuldades desses grupos para acessar o formulário on-line, desde o dia 22 de agosto, os pesquisadores fazem coleta de dados de campo junto às pessoas que vivem nas comunidades periféricas de Ribeirão Preto e Rio de Janeiro, onde a Universidade de São Paulo e a Fiocruz já desenvolvem projetos em parceria com moradores.

O estudo brasileiro origina-se do português Barômetro Covid-19/Opinião Social, desenvolvido pela NOVA e com coordenação da professora Carla Nunes. No Brasil, ganhou o nome de Termômetro Social Covid-19 Brasil e coordenação da vice-diretora da Escola de Governo em Saúde da ENSP, professora Rosa Souza. Assim como a pesquisa portuguesa, as informações são coletadas por questionário on-line que deve ser respondido até o dia 10 de novembro.

Na EERP é coordenado pelos professores Ricardo Alexandre Arcêncio e  Regina Célia Fiorati, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Participam da equipe acadêmicos, pós-graduandos, pesquisadores e professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de São Carlos e da Universidade Federal de Minas Gerais. 

O estudo está nas redes sociais no Instagram e Facebook.  Para participar acesse: is.gd/termometrobrasil

Publicado no Jornal da USP

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